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Quem acompanha faz algum tempo meu trabalho aqui e no Spurs Brasil sabe que eu sou torcedor do San Antonio Spurs. Acho incrível como a franquia obteve sucesso montando times vencedores e contratando craques simplesmente com uma boa gestão, longe dos grandes centros como a Califórnia ou a Flórida. Após anos e anos acompanhando o time texano, nada mais justo do que prestar hoje uma homenagem ao maior ídolo de sua história, Tim Duncan.
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Há exatos 36 anos, no dia 25 de abril de 1976, nascia nas Ilhas Virgens Timothy Theodore Duncan. No dia de seu aniversário, o ala-pivô deverá estar em quadra pelo Spurs diante do já eliminado Phoenix Suns, na penúltima partida da equipe texana na temporada regular. Quis o destino que o adversário fosse justamente este...
Lembro-me de memoráveis confrontos entre o Spurs de Duncan e o Suns de Steve Nash e Amar'e Stoudamire nos playoffs. Após passar tanto tempo admirando o basquete do camisa 21, posso dizer que nunca vibrei tanto com ele quanto naquele dia 19 de abril de 2008.
Era o primeiro jogo da série, disputado no AT&T Center. Uma derrota complicaria a vida do Spurs. E, ao fim da prorrogação, o time da casa perdia por três pontos. A solução? O técnico Gregg Popovich desenhou uma jogada para o ala-pivô acertar um dos seus únicos 31 arremessos do perímetro em 15 anos de NBA. Ele, claro, converteu. No segundo tempo-extra, o time texano venceu. É mole?
Duncan não é carismático como Dwight Howard, nem tem um jogo espetacular como o de Blake Griffin. Entendo aqueles que não nutrem grande simpatia pelo ala-pivô. Mas a beleza de seu jogo está no refinamento, na técnica, no domínio de todos os fundamentos do esporte. Não à toa, o ala-pivô ganhou o apelido de The Big Fundamental nos Estados Unidos.
Podemos dizer que foi David Robinson, melhor companheiro de garrafão que Duncan já teve na carreira, quem colocou o Spurs no mapa da NBA. Mas foi o camisa 21, quatro vezes campeão da liga, três vezes MVP das finais, duas vezes MVP da temporada regular, 13 vezes All-Star e uma vez MVP do All-Star Game, que transformou a franquia na quarta maior campeã da história do torneio.
Nesta temporada, poupado por Gregg Popovich em várias partidas, Duncan voltou a apresentar boa forma física e tem dominado alguns jogos em uma nova função, atuando mais como pivô do que na posição 4. Mesmo assim, desenvolveu um arremesso de média distância mortal, principalmente contra grandalhões com pouca mobilidade para sair do garrafão.
O contrato de Duncan se encerra ao fim da temporada e ainda existe uma remota possibilidade do camisa 21 se aposentar. Se isso acontecer, a NBA perderá, talvez, seu maior ala-pivô de todos os tempos. Eu perderei o maior ídolo da história da minha franquia. Impossível não se emocionar pensando na possibilidade.
Por isso, pretendo aproveitar cada minuto de Duncan em quadra. Hoje, se não for poupado por Popovich, o ala-pivô nos dará mais alguns minutos de aula de fundamentos. Obrigado, ídolo – no seu aniversário, é você quem segue nos presenteando.
Lucas Pastore é jornalista, criador do blog Spurs Brasil, colunista do Basketeria especialista em NBA desde 2011 e editor do Lance!Net em São Paulo.
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