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Sei que já havia feito uma coluna sobre este mesmo tema no fim da temporada regular. Mas é frustrante começar os playoffs da NBA com tantas notícias de contusões de jogadores importantes. As séries mal entraram na segunda rodada e algumas lesões duras podem ter definido o futuro de muitas franquias neste ano.
Volto a apontar a culpa para o locaute e para a temporada reduzida. Sei que muitas franquias têm prejuízo, que a NBA quer lucrar e que, no fim das contas, o mundo é movido pelo dinheiro. Mas 66 jogos em quatro meses foi demais. Por isso, temos mais estrelas se juntando a Ricky Rubio, Dwight Howard e outros craques no clube de contusões graves.
Começo falando por Derrick Rose, que pode ser colocado na condição de símbolo dos danos causados por essa temporada maluca. Atlético, tendo a força física e a explosão como pontos fortes, o armador não conseguiu suportar o ritmo. Passou o campeonato inteiro sofrendo com contusões até romper o ligamento anterior cruzado no primeiro jogo dos playoffs, contra o Philadelphia 76ers. Perderá o resto da pós-temporada e a Olimpíada de Londres-2012.
Sei que muitos colocaram a culpa da lesão no técnico Tom Thibodeau, já que Rose se machucou no fim da partida, quando não precisava mais estar em quadra e estava apenas buscando um triple-double. Mas a maneira com que o armador se machucou, sozinho, mostra que talvez já existisse um dano anterior no joelho do craque e que o rompimento dos ligamentos era questão de tempo.
O mesmo pode ser dito de Iman Shumpert, outro fora da temporada após romper o ligamento anterior cruzado. Claro que a importância do novato para o New York Knicks é menor do que a de Rose para o Bulls. Porém, se uma coisa boa pôde ser tirada da sonora derrota para o Miami Heat por 100 a 67, na estreia do time de Nova York dos playoffs, foi a defesa do ala-armador sobre Dwyane Wade, que passou de 19 pontos na primeira partida para 25 na segunda, já sem Shumpert por perto.
O maior vencedor da primeira rodada até aqui, talvez, tenha sido o Los Angeles Clippers, que, fora de casa, conseguiu uma virada história sobre o Memphis Grizzlies. Apesar de ganhar o mando, viver um momento mental indiscutivelmente melhor e ter virado favorita, a equipe perdeu Caron Butler, com a mão esquerda fraturada, o único ala confiável no elenco. O que fazer agora? Dar minutos a Bobby Simmons e Ryan Gomes, que não costumam jogar muito tempo? Improvisar Nick Young ou Kenyon Martin por ali? Qualquer que seja a opção, pode tornar-se um caminho para Rudy Gay, ala adversário, se destacar.
Na última temporada que tivemos locaute, o San Antonio Spurs foi campeão. Dessa vez, a equipe texana mostrou que sabe lidar com a situação e, com o campeonato maluco e apertado, poupou bastante seus astros. Como exemplo, Tim Duncan participou de apenas 58 jogos, com média de 28,2 minutos por jogo – contra 37 de Derrick Rose (nos jogos em que esteve inteiro), 29,7 de Butler e 28,9 de Shumpert. Resultado – além do ala-pivô, Tony Parker e Manu Ginobili chegaram à pós-temporada saudáveis e jogando bem.
Claro que também é preciso contar com a sorte. Mas o fato é que as equipes que sofrerem menos com lesões nesta pós-temporada acabarão brigando pelo título. E o planejamento feito desde dezembro, quando o campeonato começou, pode pesar.
3 pontos
1 – Claro que não dá para culpar o locaute por uma contusão imbecil como a de Amare Stoudamire. O ala-pivô teve de levar pontos na mão após socar uma superfície de vidro... É brincadeira? De qualquer modo, o New York Knicks, que não vence um jogo de playoffs desde abril de 2001, tem de mudar alguma coisa se não quiser ser varrido pelo Miami Heat.
2 – Por falar em imbecil, que tal a suspensão de Rajon Rondo? Excluído em um jogo praticamente perdido por dar um encontrão no juiz por reclamar de uma falta. Sorte dele que Paul Pierce estava endiabrado e salvou a barra do Boston Celtics no segundo jogo contra o Atlanta Hawks!
3 – A contusão de Derrick Rose aumenta um pouquinho a chance de termos uma final com dois brasileiros, não acham? Se o Indiana Pacers conseguir passar pelo Miami Heat, chegará forte na decisão de conferência contra o Chicago Bulls. Mas, para isso, primeiro Leandrinho e companhia têm de vencer o Orlando Magic – e, claro, Tiago Splitter tem de chegar à final com o San Antonio Spurs!
Lucas Pastore é jornalista, criador do blog Spurs Brasil, colunista do Basketeria especialista em NBA desde 2011 e editor do Lance!Net em São Paulo.
Acredito que antes do cronista de basquete escrever sobre lesões, deveria procurar a consultoria de um médico ortopedista experiente.
As lesões de rompimento de ligamento cruzado anterior (LCA)acontecem independente de qualquer coisa ou condição física. Inclusive é uma lesão de quem pratica esporte e é ativo.
Culpar os muitos jogos por estas lesões é errôneo. É uma lesão casual, causada pelo movimento rotacional do joelho.
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