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Quem para esse time?

Ter, 10 de Julho de 2012 16:18 Atualizado em Ter, 10 de Julho de 2012 19:45 Escrito por  Lucas Pastore
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Seleção dos Estados Unidos que irá a Londres Seleção dos Estados Unidos que irá a Londres Foto: USA Basketball - Reprodução Facebook

Na quinta-feira, teremos a primeira mostra do time que aparece como o principal favorito para a medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres-2012. Em Las Vegas, os Estados Unidos recebem a República Dominicana – eliminada da competição após perder para a Nigéria – em seu primeiro amistoso preparatório para os Jogos deste ano.

+Leia Mais: Os 12 homens de Coach K

Caso você não tenha visto, o técnico Mike Krzyewski, que deve fazer sua despedida da seleção americana, terá um timaço à disposição para as Olimpíadas. Com Chris Paul, Russel Westbrook e Deron Williams para a armação, Carmelo Anthony, Kobe Bryant, Kevin Durant, James Harden, Andre Iguodala e LeBron James para as alas e Tyson Chandler, Blake Griffin e Kevin Love para o garrafão, o elenco faz inveja para qualquer outra seleção ou time do mundo.

A princípio, notamos que o garrafão do time aparece com menos destaque do que o perímetro. Pau Gasol, Marc Gasol e Serge Ibaka, por exemplo, são capazes de, no mínimo, baterem de frente com os três alas-pivôs e pivôs convocados pelo Coach K. Mas vale lembrar que, no basquete FIBA, isso não é tão importante assim.

Sem a regra dos três segundos defensivos, fica mais difícil para um pivô encontrar espaço para pontuar ali, embaixo da cesta. As defesas por zona se tornam mais constantes e mais fechadas. Tenho certeza que isso pesou na convocação de Krzyewski.

Griffin e, principalmente, Love são jogadores que conseguem pontuar mesmo atuando mais afastados da cesta – assim como Lamar Odom, que foi titular na posição 5 no último Mundial, vencido pelos Estados Unidos. Chandler, por sua vez, é um dos melhores defensores da NBA e, sem a regra dos três segundos, tem tudo para se transformar em uma verdadeira fortaleza defendendo o aro de sua seleção.

Ciente da dificuldade de pontuar perto da cesta, o Coach K costuma atuar com quatro jogadores abertos. Nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, Carmelo Anthony foi o titular na posição 4. No Mundial de 2010, a função ficou a cargo de Kevin Durant. Os dois, aliás, devem protagonizar uma bela disputa pela vaga no quinteto inicial em Londres.

Com tantas defesas por zona amarradas e com tantos garrafões fechados pela frente, a seleção americana tem apostado, nas últimas temporadas, na habilidade que seus jogadores têm para pontuar em média e longa distância. Por isso, Dwyane Wade e LeBron James, em 2008, e Derrick Rose e Russell Westbrook, em 2010, melhoraram tanto seus arremessos sob o comando do Coach K. Os quatro são especialistas em infiltrações, que são mais difíceis no basquete da FIBA.

No primeiro compromisso da seleção, no entanto, essas habilidades deverão ser pouco testadas. Contra a República Dominicana, que tem um basquete agressivo, é a defesa americana que será mais exigida. O primeiro desafio para o ataque do time será o... Brasil! Na próxima segunda-feira, Rubén Magnano tentará colocar em prática o jogo defensivo que tanto prega desde que chegou. Já estou ansioso para esse jogo!

3 pontos

1 – Nas últimas temporadas, o Miami Heat sofreu com a irregularidade de arremessadores como Mario Chalmers, James Jones e Mike Miller. Quando eles acertavam seus tiros de 3 pontos, no entanto, a defesa adversária precisava se espalhar mais em quadra e abria espaços para as infiltrações mortais de Dwyane Wade e LeBron James. Por isso, imaginem o estrago que Ray Allen pode causar na equipe!

+Leia Mais: Ray Allen deixa Boston para fechar com Miami Heat

2 – Estou ansioso para ver como Steve Nash vai funcionar no Los Angeles Lakers. Desde que virou o astro do time, Kobe Bryant nunca dividiu a quadra com um armador de elite. A princípio, acho que o ala-armador tende a melhorar sem precisar criar seu próprio arremesso toda hora.

+Leia Mais: Steve Nash jogará no Los Angeles Lakers

3 – Rafael Hettsheimer no Dallas Mavericks? Seria uma ótima para o brasileiro, já que a posição 5 é uma das principais carências da franquia texana desde a saída de Tyson Chandler. Resta saber como o jogo de pivô se adaptaria à NBA.

+Leia Mais: Com proposta e interesses, Rafael Shaqheimeir deve ser o próximo brasileiro na NBA

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Lucas Pastore

Formado em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP no fim de 2010 e colunista de NBA do Basketeria desde 2011, Lucas Pastore acompanha a liga americana de maneira mais séria desde fevereiro de 2008, quando ajudou a fundar o Spurs Brasil para falar de sua franquia predileta. Apaixonado por esportes, acompanha-os profissionalmente no UOL. Antes, foi repórter do iG e estagiário do LANCE!

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