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O que fazer quando um dos melhores jogadores de seu elenco atrapalha o desempenho do seu time? Essa é a pergunta que Mike Woodson, técnico do New York Knicks, precisará saber responder antes dos playoffs para devolver seu time ao caminho das vitórias. Isso porque a equipe teve recorde de 21-9 antes de Amare Stoudemire voltar de contusão e 15-12 depois disso. Na noite de segunda-feira, no entanto, o ala-pivô foi o principal nome da vitória sobre o Cleveland Cavaliers. Será que ele merece um lugar maior na rotação?
Nesta temporada, o Knicks encontrou seu melhor basquete atuando com três jogadores no perímetro – Raymond Felton, Iman Shumpert e James White foram os titulares contra o Cavs – e Carmelo Anthony fazendo a função de “faceup forward” – ou seja, um ala-pivô que joga de frente, e não de costas para a cesta, mais longe do garrafão do que os jogadores tradicionais da posição 4. Tudo respaldado pela proteção ao aro que Tyson Chandler confere atuando como pivô.
O problema é que, a princípio, Woodson tentou encaixar Stoudemire na função de Chandler. Com o pivô em quadra, o Knicks sofre 103 pontos a cada 100 posses de bola do adversário; número que sobe para 106,2 com o ala-pivô.
Os números pesam contra o uso de Stoudemire como pivô. O jogador coleta 16,1% dos rebotes defensivos disponíveis para o Knicks, contra 24,7% de Chandler, que aparece nos cinco quintetos do time que mais marcam pontos do que o adversário na temporada. O ala-pivô, por outro lado, figura apenas no quinto deles.
Contra o Cavs, no entanto, Stoudemire mostrou que tem valor para jogar em um time vencedor. O ala-pivô deixou a quadra com 22 pontos, acertando dez dos 15 arremessos de quadra que tentou, além de seis rebotes, e foi o cestinha de seu time na vitória por 102 a 97. Durante o jogo, no entanto, Stat não atuou na posição de Chandler, e sim na de Melo, o maior astro do elenco, que deixou a quadra machucado ainda na primeira metade do jogo.
Se comparados os shot charts de Carmelo Anthony e de Amare Stoudemire, é possível perceber que os dois têm preferência pelo lado direito do garrafão. Para se ter dois jogadores que gostam de produzir na mesma região da quadra ao mesmo tempo, é preciso uma adaptação. Mas, certamente, escalar Stat como pivô não é a correta.
Nas recentes participações na seleção americana, Melo provou que pode ser o cestinha do time mesmo sem ser tão acionado, funcionando mais como arremessador. Colocá-lo na posição 3, se movimentando sem a bola, como faz Steve Novak, enquanto Stoudemire estiver em quadra, centralizado as posses de bola como ala-pivô e mantendo Chandler de pivô, pode ser uma solução mais lógica. Mas será que o ala toparia o papel de coadjuvante?
3 pontos
1 – Enfim, a NBA vem para o Brasil! Em outubro, com o Chicago Bulls, provavelmente com Derrick Rose, e o Washington Wizards, com Nenê, se enfrentarão no Rio de Janeiro. Promessa de ginásio cheio! Espero que a liga venha para ficar.
2 – O Los Angeles Lakers venceu sete de suas últimas dez partidas, contra quatro do Golden State Warriors e do Utah Jazz. Desse jeito, é questão de tempo até os angelinos garantirem vaga para os playoffs.
3 – Lanterna da Conferência Oeste, o Sacramento Kings venceu as oito partidas que fez contra os quatro piores times do Leste. Sinal de desequilíbrio entre os dois lados?
Formado em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP no fim de 2010 e colunista de NBA do Basketeria desde 2011, Lucas Pastore acompanha a liga americana de maneira mais séria desde fevereiro de 2008, quando ajudou a fundar o Spurs Brasil para falar de sua franquia predileta. Apaixonado por esportes, acompanha-os profissionalmente no UOL. Antes, foi repórter do iG e estagiário do LANCE!
acho q o melo nao toparia jogar com coadjuvante !!
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