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Ter, 26 de Junho de 2012 22:54

Coluna Air Pastore: Seis brasileiros na NBA!

A próxima quinta-feira será, de longe, o dia mais importante da NBA desde o título do Miami Heat até o início da temporada 2012/2013. O futuro de dezenas de jovens promissores e de um punhado de franquias em reconstrução será decidido no Draft deste ano, com início previsto para às 20h. O evento será importante também para o basquete brasileiro, já que duas promessas do país estão na briga para entrar na liga profissional americana.

Internacionalmente, as atenções estarão voltadas para Anthony Davis. Atuando com a camisa do Kentucky Wildcats nesta temporada, o ala-pivô se sagrou campeão da NCAA apresentando médias de 14,2 pontos, 10,4 rebotes e incríveis 4,7 tocos por exibição. Seu desempenho, que rendeu até uma pré-convocação para a seleção americana que disputará as Olimpíadas de Londres, o colocam como favorito absoluto à primeira escolha, que pertence ao New Orleans Hornets.

Especialistas colocam sua envergadura, seu atleticismo e sua defesa como pontos fortes de seu jogo. A falta de força física é apontada como única fraqueza, que pode muito bem ser minimizada com treinos específicos. Olheiros mais otimistas já compararam seu estilo de jogo ao de Kevin Garnett, Blake Griffin e Tyson Chandler... é mole?

Entre os brasileiros, o nome mais badalado é o de Fabricio Melo. Pivô com grande potencial, principalmente defensivo, o jogador apresentou médias de 7,8 pontos, 5,8 rebotes e 2,9 tocos por jogo na universidade de Syracuse, onde foi o centro da conhecida marcação por zona do time. O atleta tem seu estilo comparado ao de Brendan Haywood, titular do Dallas Mavericks na última temporada.

Foto: DivulgaçãoFoto: DivulgaçãoOs mais conceituados especialistas em Draft acreditam que Fab sairá entre a 20ª e a 25ª escolha. Com isso, o pivô superaria seus compatriotas Leandrinho (28º), Tiago Splitter (28º) e Anderson Varejão (30º). Dos atuais brasileiros na NBA, só Nenê (7º) foi selecionado antes disso.

Por fim, Scott Machado, americano de nascimento e filho de gaúchos, briga para entrar na NBA. O armador, que foi o destaque da seleção brasileira nas últimas Universíades, é esperado do meio para o fim da segunda rodada. Para conseguir chegar à liga profissional, o atleta conta com sua visão de jogo acima da média.

Na última temporada, Machado obteve médias de 13,6 pontos e 9,9 assistências por jogo com a camisa do Iona Gaels. Se o armador obtiver sucesso em sua tentativa, a NBA terá seis brasileiros na próxima temporada. Que tal?

3 pontos

1 – Antes mesmo do Draft, o Houston Rockets mandou Chase Budinger para o Minnesota Timberwolves em troca da 18ª escolha. As duas franquias foram duas das mais ativas em transações nas últimas temporadas, mas agora parecem ter papéis invertidos – os texanos estão dispostos a reconstruir o elenco, enquanto o Wolves tenta consolidar o seu.

2 – Um dos free agents mais cobiçados do verão, Steve Nash parece estar namorando seriamente com o New York Knicks. O canadense me parece ser o nome certo para centralizar a bola e envolver Carmelo Anthony e Amare Stoudamire ao mesmo tempo. Será o bastante para bater de frente com o Miami Heat?

3 – Nesta terça-feira, a seleção brasileira estreou com força máxima contra a Nova Zelândia. A pergunta que tínhamos sobre quem vai ficar fora do time titular, Anderson Varejão, Nenê ou Tiago Splitter, foi respondida antes da partida! Como foi o último a chegar, o jogador dos Spurs sequer ficou no banco.

Publicado em Air Pastore

A final da NBA será épica por vários motivos. Primeiro por se tratar de duas equipes recém formadas, com jogadores ainda jovens e que prometem dominar suas respectivas conferências por vários anos. Segundo porque esses times chegaram à decisão derrotando justamente times mais experientes, acostumados aos playoffs. Mas é impossível negar que o confronto entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder trará um duelo especial na posição três: o MVP LeBron James ficará frente a frente com o cestinha da temporada, Kevin Durant.

A equipe da Flórida chegou à decisão após vencer o Boston Celtics por 4 a 3 na final do Leste. LeBron James teve de comandar a equipe, que perdia a série por 3 a 2, e, jogando um basquete impressionante, parece ter afastado o estigma de amarelão. Ainda mais atuando contra uma equipe que foi o principal fantasma de sua carreira – vale lembrar que o ala deixou o Cleveland Cavaliers após eliminação diante de Paul Pierce e companhia.Foto: NBAE/Getty ImagesFoto: NBAE/Getty Images

A equipe de Durant, por sua vez, já bateu Dallas Mavericks, Los Angeles Lakers e San Antonio Spurs, na final do Oeste. As três equipes dominaram os títulos da conferência entre 1999 e 2011. É mole? Além disso, o Thunder saiu perdendo por 2 a 0 para o experiente trio formado por Tony Parker, Manu Ginobili e Tim Duncan, que jamais ficou fora dos playoffs desde que foi formado. Mesmo assim, conseguiram a virada, vencendo quatro jogos seguidos. Coisa de gente grande!

Agora, os dois astros da NBA ficarão frente a frente na série melhor de sete partidas, que começa nesta terça-feira. LeBron e Durant são os dois principais nomes dos playoffs até aqui: o primeiro tem médias de 30,8 pontos, 9,6 rebotes e 5,1 assistências em 42,4 minutos por partida, enquanto o segundo tem apresentado 27,8 pontos, 7,9 rebotes e 4,2 assistências em 41,6 rebotes por exibição. Dois craques!

O duelo deve ser reforçado porque um astro deve marcar o outro, sem ajuda dos coadjuvantes. No Thunder, o papel de marcar o melhor jogador de perímetro adversário costuma ficar com Thabo Sefolosha ou James Harden. Mas os dois devem tomar conta de Dwyane Wade, já que Durant é grande demais para correr atrás do ala-armador. O Heat, por sua vez, pode experimentar Shane Battier por alguns instantes, mas LeBron é o melhor e mais versátil defensor da equipe e precisa concentrar suas forças em minar o ala adversário.

Foto: NBAE/Getty ImagesFoto: NBAE/Getty ImagesNa temporada regular, Heat e Thunder se enfrentaram duas vezes. Cada equipe venceu o jogo que disputou em casa – vale lembrar que a vantagem do mando de quadra está com o time do Oeste. É possível usar estatísticas avançadas para medir o confronto entre os dois astros. Com LeBron no banco, Durant anotou 36 pontos a cada 36 minutos, com aproveitamento de 75% nos tiros de quadra. Com o astro do Heat em quadra, os números caíram para 23,5 pontos e 51%.

LeBron, por sua vez, anotou 24 pontos a cada 36 minutos, acertando todos os arremessos que tentou enquanto Durant estava no banco. Com a estrela do Thunder em quadra, esses números caíram para 22,6 pontos e 46% de aproveitamento. Sabe o que isso significa?

Quase nada. Na soma dos dois jogos, Durant ficou no banco por apenas sete minutos. LeBron, por três! O que prova a importância dos dois para suas equipes e o quanto os times dependerão deles nessa decisão.

Quem vence o duelo? LeBron leva pequena vantagem por ser melhor na defesa, mas Durant tem um elenco de apoio melhor e o mando de quadra. Quem será o MVP das finais? Resposta que descobriremos após este duelo que se promete épico.Foto: NBAE/Getty ImagesFoto: NBAE/Getty Images

3 pontos

1 – Achei legal Fab Melo falar que se espelha em Tim Duncan nas semanas que antecedem o Draft. Primeiro porque, dentro da quadra, o ala-pivô do San Antonio Spurs é um dos melhores jogadores de garrafão de todos os tempos. Segundo porque a discrição do astro é um bom exemplo para o brasileiro, que andou envolvido em escândalos em seus anos universitários.

2 – Por falar em Spurs, surgiu recentemente o rumor de que a franquia texana estaria interessada na contratação de Kevin Garnett para a próxima temporada. O ala-pivô sempre foi rival de Tim Duncan dentro das quadras. Mas seria legal demais ver os dois atuando juntos antes da aposentadoria.

3 – Em entrevista recente, Eric Gordon fez elogios ao New Orleans Hornets, mas confirmou que pretende testar o mercado nesta offseason. O ala-armador seria um reforço incrível para QUALQUER equipe da liga e deve se tornar o agente livre mais cobiçado do verão americano.

Publicado em Air Pastore
Ter, 05 de Junho de 2012 16:00

Coluna Air Pastore: Me ajuda, LeBron!

Eu tento defender LeBron James, mas assim fica difícil! Considero o ala um dos jogadores mais completos de todos os tempos, o melhor neste aspecto desde Scottie Pippen. Não acho certo quando chamam o astro de amarelão. Mas fato é que, com as atuações do jogador nesta final de Conferência Leste, minha voz tem sido calada por seus críticos.

A fama de amarelão começou a surgir durante os playoffs de 2007. Naquela temporada, The King guiou o Cleveland Cavaliers até a final da NBA. No caminho, o time de Ohio passou por Washington Wizards e New Jersey Nets antes de vencer a final da Conferência Leste contra o Detroit Pistons, um dos melhores times da última década, por 4 a 2. Na pós-temporada, LeBron apresentou médias de 25 pontos, oito assistências e oito rebotes por jogo. É mole!?

Na decisão, no entanto, o ala não foi o bastante para guiar o fraco elenco do Cavs, que tinha Daniel Gibson, Sasha Pavlovic, Drew Gooden, Anderson Varejão e Zydrunas Ilgauskas como principais coadjuvantes, ao título. O Cavs enfrentou na final o San Antonio Spurs e perdeu por 4 a 0. A equipe texana tinha, na época, Bruce Bowen, um dos melhores defensores de perímetro que já vi, para tomar conta de LeBron.

Ali começou a surgir a fama de amarelão do craque. De modo obviamente injusto, já que o jogador enfrentou uma equipe claramente melhor na decisão. Mas a verdade é que, desde então, o rótulo parece pesar na cabeça do astro, que tem tomado decisões cada vez mais questionáveis nos momentos decisivos das partidas.

O auge para os odiadores de LeBron veio no dia 13 de maio de 2010, quando o Cleveland Cavaliers perdeu por 94 a 85 para o Boston Celtics, que, com o resultado, venceu a final da Conferência Leste e marcou o que viria a ser a despedida do astro da equipe que o draftou. Apesar de ter conseguido um triple-double com 27 pontos, 19 rebotes e dez assistências, o astro arremessou pouco no quarto período, tentando envolver mais seus companheiros no jogo, e ainda cometeu nove turnovers. Prato cheio para as críticas voltarem.

Nesta temporada, o rótulo voltou com força total em uma partida da temporada regular, contra o Utah Jazz, quando LeBron teve a chance de dar a vitória ao Heat, mas, ao receber marcação dupla, preferiu passar a bola para Udonis Haslem, que errou seu arremesso. A repercussão da partida até me inspirou a escrever uma coluna, que foi o mais comentado texto feito por mim até agora no Basketeria.

E o que dizer então da final do Leste, contra o Boston Celtics? No Jogo 2, LeBron errou o arremesso decisivo, mas, na prorrogação, seu time venceu, o que minimizou as críticas. No Jogo 4, no entanto, novo passe para Udonis Haslem, sem sucesso, no lance final e, na prorrogação, exclusão da partida após falta de ataque pouco inteligente cometida.

Apesar de tudo, ainda não acho LeBron James um amarelão. Ele seria, sim, se ficasse escondido na zona morta, vendo seu time decidir sem participar dos lances. Ele não é omisso, sempre se apresenta para comandar as jogadas nos segundos finais e, às vezes, toma sim decisões erradas. Faz parte.

Vale lembrar que, apesar do lance questionável de LeBron no Jogo 4, a prorrogação só foi possível porque, segundo antes, ele acertou uma bola de três pontos e, em seguida, cavou uma falta de ataque de Kevin Garnett.

Sigo defendendo LeBron James dos que o chamam de amarelão. Confesso que sou minoria, mas ainda acho que o jogador tem sim capacidade de decidir um jogo. Espero que ele me ajude a manter essa argumentação!

3 pontos

1 – Envelhecido e remendado, o elenco do Boston Celtics conseguiu buscar uma reação e empatou a série com o Miami Heat em 2 a 2. Que alma tem essa equipe! A pergunta que fica é: como será que os times vão reagir com o retorno de Chris Bosh? Será que o ala-pivô é capaz de desequilibrar a série?

2 – A série San Antonio Spurs x Oklahoma City Thunder me fez mudar meu conceito sobre Scott Brooks. Os ajustes que o treinador fez entre os jogos 2 e 3 fizeram com que sua equipe fosse capaz de parar o time que, na minha opinião, jogou o melhor basquete dessa temporada! Só acho que o treinador ainda pode desenhar um ataque mais elaborado, que não dependa tanto de isolações de Russell Westbrook, James Harden e Kevin Durant.

3 – O Los Angeles Lakers exerceu sua opção sobre o contrato de Andrew Bynum, que ganhará mais de US$ 16 milhões na próxima temporada. Juntos, Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum custarão mais de US$ 63 milhões na próxima temporada, o que deixará a franquia angelina com pouquíssima mobilidade para contratar.

Publicado em Air Pastore

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