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Quantas vezes vocês já ouviram a expressão "anotem esse nome"? Pois desta vez, é bom anotar de caneta e guardar o papel, porque estamos falando de uma das maiores promessas do basquete brasileiro dos últimos tempos: o ala Lucas Dias, ala do Pinheiros Sky nascido em 1995! (!).
Maior esperança para o futuro do basquete brasileiro, Lucas tem sido seguido de perto por scouts internacionais e chama atenção não só por sua incrível capacidade atlética, mas também por seu arsenal técnico dos dois lados da quadra. Com a bola nas mãos, lembra Marquinhos, o ala atualmente no Flamengo, especialmente pela personalidade e pela capacidade de criar seu próprio chute de diferentes regiões da quadra. Sem ela, é uma mistura de Lucas Bebê (distribuindo tocos e enterradas para todos os lados e pegando rebotes ofensivos e defensivos) com a mobilidade de um Andrei Kirlenko, associando a sua impressionante envergadura com velocidade e sentimento de jogo.
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Mas é cedo tanto para a prudência como para a empolgação. Ao longo de sua curta carreira na base, Lucas já se mostrou capaz de evoluir em pontos que ainda faltavam em seu jogo (o aprimoramento de seu chute de média e longa distância do período da primeira LDO e a Copa América sub-18, ou seja, em menos de um ano, foi assustador) e também uma incosistência ao longo de partidas que pode atrapalhá-lo á longo prazo.
Foto: CBB/Divulgação
Nesta temporada, o jovem talento tem atuado minutos importantes com o time adulto. Em uma destas partidas que tem sido fundamental para adquirir experiência - que pode ser fundamental para o Mundial Sub19 de Praga deste ano (clique aqui para saber os grupos) - o Basketeria aproveitou para falar com Lucas, que confessou estar bastante ansioso, motivado e confiante para a principal competição de base do planeta.
Lucas, o que representa pra sua carreira começar a participar agora de momentos decisivos em partidas do Pinheiros, como foi em Fortaleza, por exemplo?
- É muito bom pra minha carreira, independentemente de eu entrar faltando 2 ou 3 segundos na quadra, sempre tenho que manter a cabeça boa, entrar forte como fiz hoje. Entrei forte marcando o Rogério, que não é um cara muito fácil de marcar pela experiência que ele tem, então tenho que sempre manter o foco.
Quem acompanha o basquete sabe que você tem um potencial muito grande e temos visto sua evolução defensiva. Você foca realmente nesse aspecto do seu jogo?
- Sim, muito, uma das coisas que eu mais tenho que melhorar é a defesa. Atacar todo mundo sabe, mas defender bem a maioria não sabe. Então a melhor coisa é eu prestar atenção na minha defesa que é fundamental até para sair rápido para o ataque.
Você teve grande destaque na Copa América sub19 onde você enfrentou o Canadá e Estados Unidos. Conta um pouco como foi jogar contra o Andrew Wiggins, um atleta cotado para uma das primeiras escolhas do draft de 2014.
- Ah, ele é um cara super forte fisicamente, corta forte, vai enterrar forte, pra mim foi importante, não marquei ele muito, só em um período em que ele não ficou muito tempo na quadra. Pra mim é um grande jogador com potencial de ir bem na NBA. Quero enfrentá-lo pela seleção no Mundial. Se eu for, quero pegar ele e marcá-lo durante o jogo.
E como foi pra você ser um dos líderes da seleção?
- É um pouco diferente porque eu jogo numa seleção a mais né [Lucas é de 1995]? Em uma seleção 94 tem muito destaque: tem o Deryk, o Eduardo, o Leonardo Demetrio. Então sempre que eu entrar em quadra, vou tentar fazer o meu melhor como titular ou quando eu saio do banco e tento ir pra cima toda hora. Então pra mim é um experiência muito boa e dando tudo certo pra mim, quero ir bem no Mundial.
E a expectativa para o Mundial? Acha que o Brasil pode chegar longe?
- Temos muitos jogadores bons. Comentei agora no caso do Deryk, só que nossa equipe toda é boa. Não temos 4 ou 5, temos 12 que jogam forte. A gente tem que ir com a cabeça boa pra lá porque terminamos em segundo na Copa América e sabemos que a gente pode ganhar dos Estados Unidos. Então vamos de cabeça pra cima dos caras lá e vamos pra ganhar.
Foto: LNB - DivulgaçãoLucas, você é listado como 2,03, 2,04 mas parece que todo mundo olha pra cima pra falar com você...
- (Risos) Ah é diferente, todo mundo chega pra mim falando "Você tem 2,03m, 2,02m até já me falaram de 2,01m, mas acho que é 2,05m, 2,04m. Tanto faz, Isso de todo mundo ficar perguntando 'quantos metros você tem'? é diferente porque quando eu era de Bauru ninguém queria saber minha altura, então acho isso engraçado agora.
Me fala onde você se vê daqui a 5 anos Lucas. O que você projeta pra sua carreira?
- Ah... Não me vejo ainda, já pensei nisso claro, posso estar nos Estados Unidos, na Espanha, na seleção, não sei ainda.
E pra 2016? Tem planos de marcar uma viagem pro Rio?
- (Risos) Sim, sim com certeza. Vou treinar forte para estar lá.
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