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"Queriam alguém mais experiente", revela Chuí em entrevista exclusiva

Qua, 30 de Novembro de 2011 10:17 Atualizado em Qua, 30 de Novembro de 2011 13:36 Escrito por  Rodrigo Bertoni
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Chuí, ex-Unitri/Universo, abre o jogo ao Basketeria Chuí, ex-Unitri/Universo, abre o jogo ao Basketeria Foto: Assessoria ASE - Divulgação

Há pouco mais de uma semana, no dia 22 de novembro, a assessoria de imprensa do Unitri/Uberlândia anunciava, oficialmente, a não prorrogação do contrato de seu até então treinador Marco Aurélio Pegolo dos Santos, o Chuí, que acumulava duas vitórias na estreia do Novo Basquete Brasil.

A substituição de Chuí, atual campeão mineiro, com vitória de 2 a 0 na série sobre o rival Minas Tênis Clube na final do estadual, causou surpresa no mundo basquetebolístico.

O Basketeria, então, resolveu ouvir o ex-treinador da equipe do triângulo mineiro em uma entrevista exclusiva, na qual o maior cestinha da história do basquete francano, além de muitos outros assuntos, abriu o jogo sobre sua saída de Uberlândia, fala sobre seu futuro e sobre a expectativa de uma boa temporada de seu filho Cauê Borges.

Veja também: Magnano mantém 'os pés no chão' e lamenta que 'polêmica supere as coisas positivas

Confira como foi o bate-papo com Chuí:

Primeiramente, conte-nos o que realmente aconteceu em Uberlândia. Foi decisão sua não prorrogar o contrato? Ou não houve uma proposta para renovação?

Nós tínhamos feito um acordo, um contrato que durava até novembro (30). O Wellington Salgado, então, decidiria se eu continuaria ou não no comando da equipe. Chegou novembro e ele decidiu não renovar.

Chuí, ex-treinador de Uberlândia

Nós tínhamos feito um acordo, um contrato que durava até novembro (30). O Wellington Salgado, então, decidiria se eu continuaria ou não no comando da equipe. Chegou novembro e ele decidiu não renovar.

Este contrato com Uberlândia foi assinado de que jeito? 

Na verdade, quando assumi a equipe de Uberlândia, assinamos um contrato que valia até o final do NBB (terceira edição). Quando o campeonato acabou, o (Fernando) Larralde me procurou propondo um contrato que se encerrava ao final de novembro e, se tudo desse certo, fôssemos campeões mineiros e a equipe estivesse bem, eu continuaria no comando do time.

O objetivo proposto a você foi cumprido. Você levou a equipe ao título mineiro e estava invicto no NBB. Qual o motivo, em sua opinião, para a não renovação do seu vínculo?

Através de entrevistas nos jornais de Uberlândia, fiquei sabendo que queriam alguém mais experiente

 Através de entrevistas nos jornais de Uberlândia, fiquei sabendo que queriam alguém mais experiente.

Para o seu lugar, a equipe de Uberlândia trouxe um técnico de origem uruguaia, assim como o supervisor da equipe, Fernando Larralde. Você acha que essa mesma nacionalidade pode ter influenciado na escolha?

Não sei até qual ponto essa escolha possa ter tido influência, acredito que não tenha ligação nenhuma. Em Uberlândia existe uma cultura que o Wellington Salgado é quem manda. O Larralde monta os times, contrata os jogadore, e a responsabilidade de vencer os jogos é do técnico. É assim que eles trabalham lá.

Mudando um pouco de assunto, Chuí, qual sua expectativa sobre seu filho, Cauê Borges, para esta temporada do NBB?

Cauê em partida contra Uberlândia, até então dirigida por Chuí. Foto: Assessoria ASE - DivulgaçãoCauê em partida contra Uberlândia, até então dirigida por Chuí. Foto: Assessoria ASE - Divulgação


Tudo faz parte de um progresso, de uma continuação. Ele foi para o Minas com a expectativa de ficar dois anos. Na primeira temporada, passou por um processo de adaptação. Este ano está jogando, em média, 30 minutos por jogo, está tendo o seu espaço e cabe a ele aproveitar as oportunidades e se firmar cada vez mais na equipe.

E sobre o seu futuro? Se surgir alguma oportunidade, está disposto a assumir uma equipe ou pretende descansar um pouco e focar-se na sua escola de basquete “Chuí-Chuá”?

Chuí é proprietário de uma escola de basquete para jovens. Foto: Assessoria ASE - DivulgaçãoChuí é proprietário de uma escola de basquete para jovens. Foto: Assessoria ASE - Divulgação


Estou disponível, aberto a propostas e negociações. Nunca sabemos o que pode acontecer, mas, por enquanto mantenho as atenções na minha escola, onde ministro aulas e dou treinos aos garotos.

Para finalizar, qual equipe, em sua opinião, é a maior favorita ao título da quarta edição do Novo Basquete Brasil?

Aposto em Brasília, que é uma equipe aguerrida, que apresenta um bom basquete e sabe como ganhar seus jogos. Mas temos também, hoje, outras equipes que brigam pelo título, como o Flamengo, que montou uma boa estrutura, com atletas de alto nível, o Pinheiros, que joga de um modo diferente, com jogadores abertos e com muitos arremessos, a própria equipe de Uberlândia, com um bom plantel apesar da ausência do principal pivô (Estevam), e até Franca, que agora com três estrangeiros com certeza vai entrar na briga.

 

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