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Chegou a hora

Sáb, 02 de Junho de 2012 05:32 Atualizado em Sáb, 02 de Junho de 2012 06:00 Escrito por  Guilherme Tadeu
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Ginásio Professor Hugo Ramos está pronto para a final Ginásio Professor Hugo Ramos está pronto para a final Foto: Alfredo Lauria - Basketeria

Não há tempo pra mais nada. O que tinha de ser feto, já foi. Uniceub Brasília e São José Unimed Vinac entrarão em quadra, às 10h deste sábado, para a final do NBB em jogo único. Será a primeira vez que a competição será decidida em apenas uma partida. Se é verdade que, em qualquer final, é complicado apontar favoritismo, o fato dela ser disputada em apenas um confronto deixa tudo ainda mais em aberto. 

De um lado, uma temporada quase perfeita. Murilo e Fúlvio jogaram o melhor basquete de suas vidas: foram dominantes, se entenderam como poucos e venceram todos os adversários que passaram por sua frente. Mas engana-se quem pensa que São José é apenas o time dos dois. Andre Laws defende muito e ajuda no ataque nos momentos mais críticos da partida. Dedé é um gatilho perigosíssimo. Jefferson pode atuar tanto de fora como internamente, um dos atletas que, se em dia bom, é dos mais difíceis de serem marcados no país. Isso tudo sem falar do banco, que traz interessantes opções como Ricardo Fischer, Chico e Álvaro Calvo

Mas o Uniceub Brasília é o time mais temido do basquete brasileiro. Seu quarteto fantástico é poderoso: Guilherme Giovannoni, o atual MVP, Arthur, o Mr. Final, Nezinho e Alex. Nenhum time do país tem quatro jogadores de tanta qualidade. No entanto, o que mais chama atenção no elenco comandado por José Vidal não é o alto nível que o time jogou durante todo o ano mas, na verdade, o quanto esse elenco pode crescer em duelos decisivos e isso deve ser debitado na conta deste vitorioso quarteto. É verdade que Tischer e Alírio fizeram ótimos jogos nestes playoffs, mas, não parece loucura dizer que o Brasília não seria sequer uma ameaça sem esses quatro nomes. 

 Acredito que se a final fosse em cinco jogos, o São José seria o favorito mas, com jogo único, me parece que a experiência dos candangos pode pesar, o que deixa o duelo ainda mais equilibrado. Sem tentar fazer previsões, acredito que muitas coisas distintas podem determinar o vitorioso no duelo de logo mais: a arbitragem estará equilibrada? Alex defenderá Fúlvio ou Dedé? Fúlvio conseguirá parar Nezinho? Laws, que sempre defende o mais incisivo atacante adversário, ficará em Alex ou em Nezinho? Tischer e Alírio darão conta de parar Murilo? Jefferson tem cacife para defender Giovannoni? O banco frágil de Brasília vai sustentar o ritmo de jogo do poderoso grupo de suplentes de Régis Marreli? Arthur ou Dedé, qual cestinha coadjuvante poderá roubar a cena? Será um jogo de grandes alternâncias no placar ou de disputa equilibrada do início ao fim? Será um jogo de placar alto ou baixo? Se algum time fizer um primeiro quarto perfeito, o outro terá peito para buscar, mesmo sabendo das condições excepcionais de um jogo único? Quem vai ser pendurado com faltas e jogar menos minutos do que de costume? A torcida joseense, em maior número, vai conseguir empurrar o time de maneira ao menos similar com o que fazia no Lineu de Moura?

São tantas opções, tantas histórias, tantas possibilidades, tantas perguntas. Ás 10h, com transmissão da TV Globo, saberemos.  

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Guilherme Tadeu

Guilherme Tadeu de Paula tem 29 anos, é mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Paulo. Foi editor e criador do Draft Brasil e do Blog Giro no Aro, sempre ao lado de Alfredo Lauria. Escreve sobre basquete desde 2003 e está no Basketeria desde agosto de 2011.

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