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É noite de Draft e a grande questão que ronda o público brasileiro fã de basquete é: quais as chances reais de Fab Melo e Scott Machado serem draftados?
Acredito que são dois casos bem similares e, ao mesmo tempo, bastante distintos. Ambos têm em comum o fato de terem construído toda a carreira que os levará à NBA nos Estados Unidos. Mas o pivô teve uma trajetória muito mais vigiada pelos radares do que o armador e, muito por conta disso, chega a noite de hoje com mais possibilidades e esperanças de garantir um futuro na liga.
Fab, mineiro, foi para a América do Norte muito jovem e amadureceu o seu jogo disputando campeonatos colegiais. Assim chegou à Syracuse, universidade em que, se não brilhou a ponto de levá-la (mais por fatores extra do que intra quadras) a sequer um Final Four, mostrou potencial para se tornar um grande jogador no futuro. Scott, filho de gaúchos nascido nos EUA, andou nas sombras. O armador passou três temporadas sem atrair grandes atenções até liderar a NCAA em assistências em seu ano de veterano, o último na pequena Universidade de Iona.
| Scott Machado | Fab Melo |
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Pois esta noite, ambos chegam com expectativas bastante distintas, embora, outra vez, muito similares. Óbvio que os dois querem ser escolhidos no primeiro round mas, aparentemente, as chances de Fabrício para isso são bem maiores. Para ele, a expectativa primordial é garantir sua vaga na liga, claro, mas, mais que isso, o pivô já começa a vislumbrar cenários: “eu teria mais tempo de quadra em Boston? Cleveland, como companheiro de Varejão, é um bom lugar? Quem sabe Atlanta, para ajudar Al Horford nos rebotes?”
Para Scott, a expectativa e a tensão se acompanham num só pensamento: ser escolhido, não importa onde. O segundo round é bastante duro para armadores. A chance de ser escolhido entre os 10 primeiros da segunda rodada não é muito diferente daquela de ser chamado entre os 5 últimos. São tantas informações, tantas apostas, tantos senões, que muita coisa pode acontecer. O importante é garantir o lugar. O armador fez 18 (isso mesmo) testes ao redor do país. A mentalidade é uma só: “um deles tem que ter gostado de mim”.
A minha expectativa, que na verdade é um misto de análise, prospecção e torcida, é de que tanto Fab quanto Scott saiam entre as 40 primeiras escolhas. Se acontecer algo diferente disso, para melhor ou para pior, seria uma grande surpresa para mim.
Guilherme Tadeu de Paula e Alfredo da Costa Lauria foram editores e fundadores do Draft Brasil de 2003 a 2011, quando saíram para criar o blog Giro no Aro, revivido aqui, no Basketeria, através dessa coluna. Guilherme é sociólogo e tem 27 anos, Alfredo é advogado e tem 30 anos. Ambos são analistas de basquete do Basketeria, parte da equipe responsável pela criação e desenvolvimento do site.
Fab Melo - entre 20º e 30º
Scott Machado - entre 40º e 50º
Vamos torcer!
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