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É noite de Draft e a grande questão que ronda o público brasileiro fã de basquete é: quais as chances reais de Fab Melo e Scott Machado serem draftados?

Acredito que são dois casos bem similares e, ao mesmo tempo, bastante distintos. Ambos têm em comum o fato de terem construído toda a carreira que os levará à NBA nos Estados Unidos. Mas o pivô teve uma trajetória muito mais vigiada pelos radares do que o armador e, muito por conta disso, chega a noite de hoje com mais possibilidades e esperanças de garantir um futuro na liga.

Fab, mineiro, foi para a América do Norte muito jovem e amadureceu o seu jogo disputando campeonatos colegiais. Assim chegou à Syracuse, universidade em que, se não brilhou a ponto de levá-la (mais por fatores extra do que intra quadras) a sequer um Final Four, mostrou potencial para se tornar um grande jogador no futuro. Scott, filho de gaúchos nascido nos EUA, andou nas sombras. O armador passou três temporadas sem atrair grandes atenções até liderar a NCAA em assistências em seu ano de veterano, o último na pequena Universidade de Iona.

Scott Machado Fab Melo
Perfil do jogador (Clique Aqui) Perfil do Jogador (Clique Aqui)



Pois esta noite, ambos chegam com expectativas bastante distintas, embora, outra vez, muito similares. Óbvio que os dois querem ser escolhidos no primeiro round mas, aparentemente, as chances de Fabrício para isso são bem maiores. Para ele, a expectativa primordial é garantir sua vaga na liga, claro, mas, mais que isso, o pivô já começa a vislumbrar cenários: “eu teria mais tempo de quadra em Boston? Cleveland, como companheiro de Varejão, é um bom lugar? Quem sabe Atlanta, para ajudar Al Horford nos rebotes?”

Para Scott, a expectativa e a tensão se acompanham num só pensamento: ser escolhido, não importa onde. O segundo round é bastante duro para armadores. A chance de ser escolhido entre os 10 primeiros da segunda rodada não é muito diferente daquela de ser chamado entre os 5 últimos. São tantas informações, tantas apostas, tantos senões, que muita coisa pode acontecer. O importante é garantir o lugar. O armador fez 18 (isso mesmo) testes ao redor do país. A mentalidade é uma só: “um deles tem que ter gostado de mim”.

A minha expectativa, que na verdade é um misto de análise, prospecção e torcida, é de que tanto Fab quanto Scott saiam entre as 40 primeiras escolhas. Se acontecer algo diferente disso, para melhor ou para pior, seria uma grande surpresa para mim.  

Recebo com bons olhos a troca que mandou Chase Budinger para Minnesota. Fã de Ricky Rubio e Kevin Love que sou, acredito que um dos grandes motivos para inúmeras derrotas da temporada (mesmo quando a dupla estava em quadra) era a falta de alas confiáveis.

Usando e abusando do sistema de dois armadores (que merece melhor discussão), Rick Aldeman estava, quase o tempo todo, refém de Michael Beasley ou Wesley Johnson para pontuar com agressividade do perímetro, o que significa dizer que a equipe sofreu o tempo todo.

+Saiba MaisRockets trocam Budinger por escolha dos Wolves e iniciam caça a D12

A chegada de Chase Budinger é uma grande notícia para os fãs do Wolves. O seu preço não foi exatamente caro (a escolha 18 pode virar um grande jogador, mas também pode virar nada e Lior Eliyahu é, por enquanto, um tiro no escuro já que não se sabe quanto tempo o ala fica ainda em Israel e, mais importante que isso, não se sabe se continuará sendo um cestinha quando traduzir seu jogo para a NBA.

Budinger é um jogador que consegue anotar com os pés fincados, tem uma agressividade interessante quando infiltra, é um bom leitor de defesas adversárias e sabe escolher o arremesso. É disso que Kevin Love e Ricky Rubio precisam: coadjuvantes inteligentes e cumpridores.

Para os Rockets, só será possível completar uma análise sobre seus movimentos pré-Draft quando todos eles forem efetivados. Ao que parece, esse foi o primeiro de muitos. Quando efetuados, palpitamos.

Qua, 20 de Junho de 2012 00:55

Crônica de um feito memorável

Uma vitória como essa incomoda a razão, os racionais. Talvez quem tenha acompanhado à distâncias, pela transmissão oficial do site da FIBA Americas ou pelos nossos tweets, não imagina o que as pouco menos de 3 mil pessoas que acompanharam o duelo hoje, na Arena Olímpica, em São Sebastião, viveram.

+Veja Mais: Em partida épica, Brasil vence Canadá e chega à final da Copa América

Trey Tyles, pivô do Canadá com médias de duplos-duplos na Copa América (Foto: Diego Evangelista - Divulgação)Trey Tyles, pivô do Canadá com médias de duplos-duplos na Copa América (Foto: Diego Evangelista - Divulgação)

O Brasil venceu uma das maiores gerações que já surgiram no basquete canadense, talvez a melhor. O time que foi batido essa noite tem uma série de jogadores que estarão nos principais campeonatos do mundo em algum tempo. Andrew Wiggins é certamente uma promessa de sucesso absoluto: ele pode fazer qualquer coisa em quadra, estará na NBA, pode ser a primeira escolha do Draft que se inscrever. Porém, o Canadá é bem mais que apenas ele. O escolta Rathan-Mayes é o melhor atleta de perímetro de todo o campeonato (incluindo aí o time dos Estados Unidos). O pivô Trey Lyles é superdotado física e tecnicamente, e tem recursos tão aprimorados, tão impressionantes!

Pela fala dos meninos brasileiros depois do jogo, eles sabiam muito bem o que enfrentariam. Mas em vez de causar temor, o “hype” acabou abastecendo a vontade de vencer destes meninos.

+Veja também: Com a palavra, os protagonistas

É preciso colocar em contexto essa vitória. O Canadá andava em São Sebastião como fosse um supertime da NBA. Os meninos chegavam à Arena com todo o estilo próprio aos craques da NBA. Arredios à imprensa por determinações técnicas, se comportavam como o principal time de basquete do planeta. A série de highlights propiciados por Andrew Wiggins e as três convincentes vitórias na primeira fase a colocaram como sensação do campeonato.

O Canadá, que nunca representou muita coisa para o cenário do basquete para além da existência do genial Steve Nash, aposta muito nessa geração. E ela vinha cumprindo passo a passo todos os objetivos traçados. Chegar a São Sebastião com o jogador cotado para ser a primeira escolha do Draft de 2015 era o combustível que faltava para que eles começassem a ser olhados em um outro nível. A seleção sequer comemorou quando garantiu a vaga para o Mundial sub-19. Blasé, saiu de quadra sem parar para entrevistas. Queria o título, a vaga era pouco.

Renomado elenco do Canadá, que engrandece ainda mais a conquista do Brasil (Foto: Diego Evangelista - Divulgação)Renomado elenco do Canadá, que engrandece ainda mais a conquista do Brasil (Foto: Diego Evangelista - Divulgação)

Os meninos brasileiros são de outro estilo. Aguerridos, jogaram contra todos adversários como se fossem os mais difíceis. Cada vitória foi suada. Simpáticos e felizes por jogar em casa, curtiam o misto de fama e responsabilidade com uma serenidade impressionante. È uma geração carismática e que precisava de um grande resultado para começar a ser notada.

A primeira fase foi dura, a derrota para os Estados Unidos foi pesada (ainda que o terceiro quarto tenha sido animador). Mas o time precisava de um resultado grandioso. Demétrius sabia disso, os meninos sabiam disso. Com intensidade, com uma defesa que há muito tempo não se vê em uma seleção de base, com um espírito coletivo elogiável e com atuações individuais destacáveis, os objetevos, um a um, eram cumpridos com determinação.

Em uma vitória como essa, não se mede elogios. Se o preço é parecer apressado, estou disposto a pagá-lo. Como não elevar a atuação corajosa e decisiva de Deryk Ramos, o trabalhador e iluminado líder deste time? Como não elogiar os momentos brilhantes de Lucas Dias em cada momento chave do jogo? Como ignorar o que fez Arthur Pecos, com uma intensidade que Russell Westbrook invejaria. Como não comparar Lucas Fumacinha com Alex Garcia, ao notar tantas similaridades: a defesa absurda, a falta de chute, as infiltrações imparáveis? 

Fumacinha marcando o destaque canadense da partida (Foto: Diego Evangelista - Divulgação)Fumacinha marcando o destaque canadense da partida (Foto: Diego Evangelista - Divulgação)

Como não ressaltar que Danilo Fuzaro parou o melhor jogador do mundo na sua categoria?O que dizer de Matheus Pereira que, no último quarto, fez um gancho dos mais decisivos da partida? Ou Leonardo Demétrio que, equilibrado, compensa a falta de físico com um QI acima da média para a idade e a posição? Ou Eduardo Sommer, o jogador mais carismático de todo o grupo, que compensa a falta de físico com dois corações.Ou Antônio, que saiu de titular com a missão de equilibrar a difícil balança física que o duelo propunha. Sem falar de Enrico, Guilherme Verardo e Wilsinho que não entraram, mas são personagens desta equipe, desta vitória. Incluo também nesta lista, como não poderia ser diferente, o excelente e bom valor Luis Felipe Ricci, que participou de todo o processo preparatório, mas, por uma infelicidade, precisou "abandonar" seus companheiros por lesão. Sua importância no plantel pôde ser vista quando, após o sinal indicando o final do jogo contra o Canadá, Arthur Pecos e Dery Ramos deixaram de comemorar com os suados companheiros, com a torcida e com o treinador, e foram dar um longo e emocionado abraços no contundido Ricci.

Iluminada equipe do Brasil responsável pela vaga na final da Copa América (Foto: Diego Evangelista - Divulgação)Iluminada equipe do Brasil responsável pela vaga na final da Copa América (Foto: Diego Evangelista - Divulgação)

E, com que palavras, elogiar Demétrius, um técnico jovem e vitorioso, apaixonado e intenso, que soube driblar as dificuldades na preparação, as limitações de um grupo que está longe de seu amadurecimento físico, a carência da rodagem internacional, e construiu um time poderoso que sabe respeitar a tradição do basquete brasileiro que aos poucos dá sinais, cada vez mais evidentes, de um ressurgimento?

É uma responsabilidade tentar passar, com palavras e sentimentos, a experiência que vivemos esta noite, a alguns metros da quadra, em São Sebastião do Paraíso, pacata cidade do interior de Minas Gerais que tem se tornado sede das categorias de base do Brasil. Tentei, com minha crônica do jogo, elucidar as minúcias da partida. Com a palavra dos protagonistas, levar o sentimento que conduziu o grupo de jogadores a essa vitória ao conhecimento do público. Com este artigo, tentei também apenas expor meus sentimentos, as emoções que senti ao presenciar tão grandioso feito.

Fiz isso sabendo que a missão não será cumprida. O sentimento que experimentei com a vitória não pode ser reduzido a algumas linhas. Resta-me apenas agradecê-los por me dar a possibilidade de compartilhar com você, apaixonado por basquete, esse momento único do Basketeria.

Foto: Diego Evangelista - DivulgaçãoFoto: Diego Evangelista - Divulgação



Primeira

Hoje a noite a LNB vai divulgar os prêmios da temporada. Tenho duas torcidas particulares: Matheus Dalla, como revelação, e José Neto, como técnico do ano. Pé frio que sou, acho que perderei em ambas. De qualquer maneira, todos indicados mereceram estar ali.

Tudo mais caro

Segundo Julian Mozo, jornalista do diário argentino Olé, os dirigentes dos principais clubes de basquete argentino afirmam que o mercado de jogadores está bastante inflacionado por lá (os salários aumentaram cerca de 50% se comparados à última temporada). Sendo assim, contratações oriundas do país vizinho, como fizeram nos últimos anos os principais clubes de basquete do Brasil, serão mais custosas neste ano.

Mais dinheiro na roda

As informações que temos por aqui é que esta temporada, apenas um ou outro orçamento tenha tido uma evolução real (acompanhando a inflação do período), o fato de que mais times tenham contas mais robustas pode ajudar a equilibrar a liga. Pinheiros, Flamengo, Brasília, Uberlândia, São José e Franca, os seis maiores orçamentos, seguirão com bala na agulha, enquanto Tijuca, Minas Tênis Clube, Bauru e LSB conseguiram importantes aportes e prometem crescer.

Sul-Americano

Os primeiros amistosos da seleção brasileira disputados na Venezuela foram praticamente clandestinos, o que nos impossibilita de fazer um comentário mais acurado. Mas pelo que se sabe, a ideia neste período inicial é realmente experimentar as possibilidades. Sem 3 (agora 4, com a saída de Alex e a chegada de Dedé) jogadores importantes, fica complicado fazer qualquer tipo de previsão referente ao campeonato que realmente importa o Sul-Americano. A derrota para a Argentina e a vitória para o México, pelos relatos que chegam, foram acontecimentos normais de um time que se prepara. O jogo contra a Venezuela, sim, foi preocupante. Mas sem ver, falar qualquer coisa é leviano.

Foto: LNB - DivulgaçãoFoto: LNB - DivulgaçãoFranca Latina

Depois de noticiarmos o interesse francano pelo armador Juampi Figueroa, o jornalista argentino Matias Traversa, do tradicional site Pick and Roll, informou que os francanos também perseguiam outro armador argentino: Nico Gianella, com passagens pelas ligas principais da Itália e Espanha. Gianella, no entanto, já acertou com o Unión Formosa, time que acertou com o ex-técnico do Flamengo, Gonzalo García. Figueroa segue nos planos do time argentino.

BOMBA!

Falando em Flamengo, ontem dissemos que conhecendo o perfil da diretoria e da nova comissão técnica liderada por José Neto, que dificilmente o time ficaria parado sem tentar ousadias na busca por reforços - afinal, estamos falando de um dos maiores orçamentos da liga, com tradição e vontade de desbancar o atual tricampeão. Pois no dia seguinte de termos publicado esse comentário, nos chega a informação que o clube carioca pretende tirar dos atuais vice-campeões, São José dos Campos, de uma só vez, Fúlvio e Murilo. As negociações acabaram de começar, mas, mais que um sonho, pode sim ser considerada uma possibilidade real.

Hátila Passos

Esta manhã conversei informalmente com o pivô ex-Unitri Uberlândia, Hátila Passos e ele estava particularmente chateado com o tipo de propostas que tem recebido para jogar no Brasil. Segundo o jogador, ele é mais valorizado no mercado sul-americano em países como Uruguai e Venezuela do que em sua própria terra. Nunca entendi bem porque ele não continuou no time do triângulo. Apesar de ser um jogador com um ataque não muito polido, é um tipo de atleta com presença no garrafão que serviria como guardião para muitas equipes. Há quem diga que o problema seja personalidade forte.

Romário de Souza

O pivô mineiro, Romário de Souza, que disputou a NCAA pelo Louisiana Tech, se formou este ano e está disponível para transferências e tem nos planos a ideia de jogar o NBB 5. Segundo informações de bastidores, o jogador estava com quase tudo certo no Tijuca, mas o negócio acabou não se concretizando. Nascido em 1988, Romário fez parte do grupo brasileiro no Mundial sub19 de 2007, elenco que ainda tinha nomes como Paulão Prestes, Rafael Mineiro, Betinho e Carlinhos Cobos.

Foto: ReproduçãoFoto: ReproduçãoDraft da NBA

Os dois brasileiros aspirantes à NBA no ano que vem, Scott Machado e Fab Melo, seguem fazendo treinos e sessões de exibição para equipes nos Estados Unidos. Ontem, o armador formado por Iona se exibiu para os olhos atentos de Frank Vogel, técnico do Indiana Pacers. Já Fab Melo, como noticiamos hoje, interessa ao Miami Heat, Chicago Bulls e Boston Celtics. Cenários promissores, mas muita coisa pode mudar até o Draft. Tem chão!

Preocupação com Franca

Sigo incomodado com a demora francana. Anunciaram ontem Lula Ferreira como o treinador, o que de fato é uma grande notícia. No entanto, a franquia já foi eliminada há muito tempo do NBB e até agora não divulgou nenhuma contratação de envergadura (por mais que eu goste de Cauê Borges). O interesse em Figueroa, Benite, Betinho, Murilo e outros tantos nomes, são animadores, mas enquanto o time não mostrar a que vem no próximo ano, fica até difícil convencer jogadores de ponta a levar a sério os interesses francanos. E se todos jogadores que interessam à franquia da terra do calçado fecharem em outros lugares, como fica? Garantidos, até agora, apenas jovens e Vuk Ivanovic. Montar o time durante o campeonato já foi provado que não funciona: os melhores brasileiros já terão contratos e estrangeiros chegam como grandes incógnitas.

Laws fica, Chico pode sair

Depois da campanha excepcional, era óbvio que todos os jogadores do São José seriam assediados. Já falamos de Fúlvio e Murilo, mas Chico também tem proposta para sair, assim como, imagino, outros jogadores do elenco. Na contramão, Andre Laws decidiu não ouvir mais propostas e já renovou com o time do Vale do Paraíba.

Bom humor

James Harden e Manu Ginóbili, dois dois meus prediletos jogadores de basquete no planeta, nos brindaram com atuações soberanas na noite de ontem. Como é bonito o basquete jogado por quem sabe.

Mau humor

O Oklahoma City Thunder precisa de apenas mais uma vitória para se classificar para a final da NBA, eliminando Tiago Splitter, o único brasileiro que segue vivo na competição. Até hoje, nenhum jogador nascido em solo tupiniquim conquistou o título do campeonato de basquete mais famoso do mundo. 

Seg, 04 de Junho de 2012 16:12

Coluna Giro no Aro: notinhas do basquete

Primeira

A primeira só poderia ser sobre o título brasiliense. O melhor caminho para vencer o NBB é desmontar esse quarteto: Guilherme, Nezinho, Arthur e Alex. O MVP já renovou e os outros três já negociam a permanência. Mas não tenho dúvidas de que choverão propostas.

+Veja também: Giovanonni dá show, Brasília bate São José com tranquilidade e fatura tri do NBB

Manter a base e reforçar

Parece frase feita, mas pelas conversas de bastidores, o intuito do time da capital federal é manter o time campeão (especialmente o quarteto acima citado) e trazer ainda mais peças para a busca pelo tetra. Comenta-se que o time pode buscar estrangeiros famosos do mercado latino-americano e alguns outros nomes conhecidos por aqui, a fim de ter mais profundidade no elenco.

+Leia Mais: O árduo caminho ao tricampeonato: relembre a temporada de Brasília no NBB4

78 pontos em 7 minutos

Essa vem direto do canal oficial de Alex Garcia no Youtube. Cada vez mais tecnológico, o craque do Brasília disponibilizou em um vídeo com belíssima edição de Armando Tozzoni Jr., os 78 pontos da decisão do NBB condensados em 7 minutos. Veja você mesmo! 

 

Vitor Benite

O projeto do ala-armador brasileiro Vitor Benite jogar no exterior depende de uma série de fatores, entre elas, se sair bem defendendo a seleção no Sul-Americano e quem sabe compor o grupo olímpico de Rubén Magnano. No entanto, se as coisas não saírem como ele planeja, não faltam propostas para ele jogar o NBB 5. Atualmente, Uniceub Brasília e Vivo Franca são os times considerados “favoritos” na disputa pelo jovem. Mas sabe-se também que o Flamengo quase o contratou na temporada passada e, depois de empreender uma reformulação gigantesca, não pareceria estranho uma nova investida pelo atleta que inusitadamente começou no rubro-negro.

Flamengo

Foto: Zeca Bloise - BasketeriaFoto: Zeca Bloise - Basketeria


Aliás, vejo com muitos bons olhos o acerto anunciado pela imprensa mas ainda não confirmado pelas partes entre Flamengo e José Neto. A experiência na seleção e a temporada em Joinville credenciam Neto a alçar voos maiores na carreira. Gonzalo García não conseguiu fazer um elenco recheado de estrelas jogar, enquanto o treinador paulista levou um amontoado de jogadores medianos a um jogo 5 contra o poderoso Pinheiros.

+Veja mais: A dança das cadeiras' entre técnicos no Novo Basquete Brasil

Desmanche

A primeira tarefa de José Neto será a remontagem do elenco. Três titulares já estão praticamente descartados para a próxima temporada rubro-negra. Hélio, o armador titular em todas as edições do NBB, está pertíssimo do Tijuca enquanto David Jackson e Federico Kammerichs acertaram retorno à liga argentina. Conhecendo a ambição do treinador e a criatividade de Arnaldo Szpiro, principal dirigente de basquete rubro-negro, aposto que eles não vão se contentar com contratações burocráticas: ousadias virão. Vamos aguardar.

+Confira também: Kammerichs deixa o Flamengo e volta ao Regatas Corrientes, da Argentina

O Novo Minas

A notícia de que o Minas Tênis Clube tem um novo patrocinador, a Icatu, causou boa impressão no mercado do basquete. Até agora, os mineiros acertaram com Douglas Nunes, tranquilamente um dos melhores alas-pivôs do cenário brasileiro. No entanto, o time também perdeu titulares importantes: Cauê Borges e Chuzito Gonzales estão fora. Tenho curiosidade para saber como vão repor, agora com maior capacidade de investimentos. Há quem diga que Betinho, do Paulistano, e Andre Laws, do São José, estão na lista de reforços.

O Novo Franca

Lula Ferreira é o novo comandante do Vivo/Franca (Foto: CBB - Divulgação)Lula Ferreira é o novo comandante do Vivo/Franca (Foto: CBB - Divulgação)

Nada causa mais alegria do que saber que Franca está levando a sério a sua remodelação. Como antecipou Rodrigo Bertoni, no Basketeria, na sexta-feira retrasada, o novo treinador será mesmo Lula Ferreira, anunciado hoje com uma entrevista do presidente ao site oficial da franquia. Garantidos, até agora, os meninos Cauê Borges, de volta à casa depois de brilhar em Minas, e garotos formados em Franca mas pouco aproveitados até aqui, como Leonardo Meindl, Lucas Mariano, Felipe Taddei. Único estrangeiro boa praça do ano passado, o pivô sérvio Vuk Ivanovic também acertou permanência. Helinho e Drudi podem ficar. Todos os outros já estão procurando clube. Com Uniceub Brasília, São José Unimed Vinac, Flamengo e Pinheiros Sky à caça, no mercado, Franca precisa tomar cuidado para ficar de mãos abanando e ser obrigado a montar um time sem grandes nomes por mais uma temporada.

Draft da NBA

Com a primeira e a décima escolha, o New Orleans Hornets pode escolher, no draft deste ano, Anthony Davis e Kendall Marshall. O pivô dominante de Kentucky e o armador genial de North Carolina foram meus dois jogadores favoritos na NCAA na temporada passada e, imaginem, jogando juntos, com a ajuda de Eric Gordon, Trevor Ariza e Emeka Okafor, que time fantástico seria possível montar. Oremos! Seria uma bela volta por cima depois de perder Chris Paul para os Clippers.

O novo técnico do Joinville

Com a anunciada saída de Neto, que na quarta-feira dará uma entrevista coletiva em Joinville comunicando a saída, muitos técnicos do país começam a mirar o cargo de técnico do time catarinense. João Marcelo que estaria muito perto de acertar com o Suzano passou a ser um dos nomes cogitados para a posição, embora ainda esteja muito cedo para qualquer definição do tipo.

Anderson Varejão

Varejão entregou o prêmio de MVP a Giovannoni (Foto: Alfredo Lauria - Basketeria)Varejão entregou o prêmio de MVP a Giovannoni (Foto: Alfredo Lauria - Basketeria)


Anderson Varejão, que atacou de comentarista da Globo na final do NBB, demonstrou muita educação e paciência para atender fãs, imprensa e ainda conversar com antigos colegas do basquete depois do jogo que decidiu o campeonato nacional. No meio disso, falamos com ele. O resultado do bate-papo você acompanha amanhã, no Basketeria!

Bom Humor

Rossi, o queridinho brasiliense (Foto: Alfredo Lauria - Basketeria)Rossi, o queridinho brasiliense (Foto: Alfredo Lauria - Basketeria)Bem longe de ser um craque, Rossi é um defensor que se dedica e um atleta de complemento, que em dias bons, pode matar bolas interessantes e pontuar bem, mas não tem a capacidade e nem a responsabilidade de decidir um jogo. Ainda assim, sua presença é contagiante. Deve ser um dos jogadores mais queridos do NBB. Não por acaso, Daniel Bocatto, da imprensa da LNB, se dedicou a entrevistá-lo depois da partida! Melhor ainda foi o coro dos torcedores brasilienses, que entoou, durante as comemorações, um inesperado – "Rossi maravilha, nós gostamos de você, Rossi maravilha, faz de 3 pra gente ver"!

Bom humor parte II 

Sensacional este momento, registrado por Alfredo Lauria, do Basketeria, da chegada da torcida campeã brasileira no ginásio da decisão, em Mogi das Cruzes. Vídeo exclusivo e que você precisa ver!

 

Mau humor

A arbitragem da NBA foi a causadora do mau humor deste colunista. Falamos tanto mal dos nossos árbitros aqui, mas o que foi aquele final de jogo ontem entre Miami Heat e Boston Celtics? Irritante!

+Leia Também: Na prorrogação, Celtics vencem Heat e igualam duelo na final do leste

Sáb, 02 de Junho de 2012 13:04

O time que não sabia perder

Não sei o que vai acontecer amanhã, mas depois de ver o que aconteceu hoje, me permito imaginar. Acredito que, no futuro, vamos olhar para o passado e lembrar desta geração de jogadores que não sabia perder: Alex, Guilherme, Nezinho e Arthur.

Cada qual de seu modo, cada um à sua maneira, o quarteto dominou o basquete brasileiro no início da sua liga independente. Quando lembrarmos do início do NBB, obrigatoriamente teremos de falar do time que não sabia perder.

Desde que se juntaram, Nezinho, Arthur, Alex e Guilherme construíram uma equipe que conquistou todos os títulos do NBB. Alex e Arthur estiveram na primeira temporada, quando os candangos caíram na final para o Flamengo. No ano seguinte, Nezinho, que estava em Limeira, chegou para sair do banco enquanto o titular da armação era Valtinho, mas logo ganhou espaço e, nas finais, mostrou o costumeiro protagonismo. Guilherme voltou da Itália para ser estrela.

O ano seguinte foi o das mudanças. Com a criação da franquia de Uberlândia, mais do que a perda dos titulares Valtinho e Estevam, as alterações foram estruturais. Lula Ferreira deixou o comando, quem assumiu foi Vidal. O Universo deu lugar à Uniceub. Mas as vitórias não deram lugar às derrotas. Foi o ano de Giovannowitzki, o do bi.

O tri do Uniceub Brasília coroa a trajetória de uma equipe que não sabe perder mesmo quando tudo parece indicar o contrário. O início do campeonato foi estranho, a equipe perdeu jogos inesperados. Cansados dos compromissos com a seleção, o Pré Olímpico e o Pan, os comandados de Vidal demoraram para encontrar o melhor caminho. A história do tri é a história da superação, da vitória na marra, da experiência.

De time que é forjado para vencer. Foi sabendo o que fazer quando os jogos ficavam mais difíceis que a campanha cresceu no segundo turno o suficiente para classificar o time entre os quatro primeiros. Foi se fazendo valer da experiência e do entendimento de como fechar jogos que bateram o Bauru sem muitos esforços.  Foi assim que venceu o Pinheiros em um jogo 5 em São Paulo, uma tarefa duríssima.

Mesmo sem a melhor campanha, a trajetória fez com que o time chegasse para a partida desta manhã como um potencial favorito, ainda que essas coisas não pesem em decisões. Favorito porque todos já aprenderam que com o Brasília não se brinca: para os brasilienses não se dá chance. A essência de um time experimentado, que cresce quando mais precisa, que se agiganta nas decisões.

O tricampeonato de um time que não sabe perder.  

Sáb, 02 de Junho de 2012 05:32

Chegou a hora

Não há tempo pra mais nada. O que tinha de ser feto, já foi. Uniceub Brasília e São José Unimed Vinac entrarão em quadra, às 10h deste sábado, para a final do NBB em jogo único. Será a primeira vez que a competição será decidida em apenas uma partida. Se é verdade que, em qualquer final, é complicado apontar favoritismo, o fato dela ser disputada em apenas um confronto deixa tudo ainda mais em aberto. 

De um lado, uma temporada quase perfeita. Murilo e Fúlvio jogaram o melhor basquete de suas vidas: foram dominantes, se entenderam como poucos e venceram todos os adversários que passaram por sua frente. Mas engana-se quem pensa que São José é apenas o time dos dois. Andre Laws defende muito e ajuda no ataque nos momentos mais críticos da partida. Dedé é um gatilho perigosíssimo. Jefferson pode atuar tanto de fora como internamente, um dos atletas que, se em dia bom, é dos mais difíceis de serem marcados no país. Isso tudo sem falar do banco, que traz interessantes opções como Ricardo Fischer, Chico e Álvaro Calvo

Mas o Uniceub Brasília é o time mais temido do basquete brasileiro. Seu quarteto fantástico é poderoso: Guilherme Giovannoni, o atual MVP, Arthur, o Mr. Final, Nezinho e Alex. Nenhum time do país tem quatro jogadores de tanta qualidade. No entanto, o que mais chama atenção no elenco comandado por José Vidal não é o alto nível que o time jogou durante todo o ano mas, na verdade, o quanto esse elenco pode crescer em duelos decisivos e isso deve ser debitado na conta deste vitorioso quarteto. É verdade que Tischer e Alírio fizeram ótimos jogos nestes playoffs, mas, não parece loucura dizer que o Brasília não seria sequer uma ameaça sem esses quatro nomes. 

 Acredito que se a final fosse em cinco jogos, o São José seria o favorito mas, com jogo único, me parece que a experiência dos candangos pode pesar, o que deixa o duelo ainda mais equilibrado. Sem tentar fazer previsões, acredito que muitas coisas distintas podem determinar o vitorioso no duelo de logo mais: a arbitragem estará equilibrada? Alex defenderá Fúlvio ou Dedé? Fúlvio conseguirá parar Nezinho? Laws, que sempre defende o mais incisivo atacante adversário, ficará em Alex ou em Nezinho? Tischer e Alírio darão conta de parar Murilo? Jefferson tem cacife para defender Giovannoni? O banco frágil de Brasília vai sustentar o ritmo de jogo do poderoso grupo de suplentes de Régis Marreli? Arthur ou Dedé, qual cestinha coadjuvante poderá roubar a cena? Será um jogo de grandes alternâncias no placar ou de disputa equilibrada do início ao fim? Será um jogo de placar alto ou baixo? Se algum time fizer um primeiro quarto perfeito, o outro terá peito para buscar, mesmo sabendo das condições excepcionais de um jogo único? Quem vai ser pendurado com faltas e jogar menos minutos do que de costume? A torcida joseense, em maior número, vai conseguir empurrar o time de maneira ao menos similar com o que fazia no Lineu de Moura?

São tantas opções, tantas histórias, tantas possibilidades, tantas perguntas. Ás 10h, com transmissão da TV Globo, saberemos.  

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