O treinador Mike Krzyzewski, o Coach K, definiu os 12 atletas da NBA responsáveis por liderar os Estados Unidos em busca do bicampeonato olímpico em Londres. Apesar de desfalques importantes por conta de lesões, como Dwight Howard, Anthony Davis, DChauncey Billups, Dwyane Wade, Chris Bosh, Derrick Rose, entre outros, o selecionador estadunidense conseguiu reunir a nata do basquete americano.
Confira a lista:
Armadores: Chris Paul (Los Angeles Clippers), Deron Williams (Brooklyn Nets) e Russell Westbrook (Oklahoma City Thunder).
Alas: James Harden (Oklahoma City Thunder), Kobe Bryant (Los Angeles Lakers), Carmelo Anthony (New York Knicks), LeBron James (Miami Heat), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder) e Andre Iguodala (Philadelphia 76ers).
Pivôs: Tyson Chandler (New York Knicks), Kevin Love (Minnesota Timberwolves) e Blake Griffin (Los Angeles Clippers).
Opinião
O primeiro dado que saltará aos olhos de todos é: que time fantástico! Pela primeira vez, os três melhores jogadores de basquete da NBA dos últimos tempos estarão reunidos: Kobe, Durant e LeBron.
Depois do susto, uma análise mais cuidadosa vai chamar atenção para outro fato: bem, os pivôs não são assim tão impressionantes, o que é só parcialmente verdade. Como deu sinais nas últimas competições, Coach K gosta de utilizar tanto Durant como Carmelo como jogadores abertos, o que deve fazer com que Chandler, Love e Griffin raramente dividam o garrafão simultaneamente (e se fizerem, apenas em situações específicas, contra times mais altos.
Diferente de outras listas recentes, desta vez, a comissão técnica não levou nenhum especialista em tiros de três pontos, o típico jogador chamados nos corredores da USA Basketball de “fura zona”. Aliás, nenhum destes atletas listados é acostumado a chutar com os pés estancados (talvez Harden seja uma exceção), depois de receber um passe e, em geral, todos fizeram suas carreiras criando seus próprios arremessos. Será curioso ver qual estratégia Coach K e Jim Boeheim (que foi convidado para fazer parte deste projeto justamente por ser um especialista em defesa zona) escolherão para dar conta de um expediente que todos os times usarão, pelo menos por situações de jogo, contra este atlético time.
A seleção que os Estados Unidos montaram é, de longe, a mais talentosa do torneio. A Espanha tem uma boa geração mas, com ou sem as lesões, não chegaria aos pés deste elenco. Todos são jogadores com excepcionais qualidades sendo que, pelo menos metade, deve estar no Hall da Fama da NBA.
Outra faceta que a falta de pivôs propicia neste elenco é a a ausência de atletas que saibam jogar de costas para cesta. Curiosamente, Kobe Bryant e Carmelo Anthony, dois alas de ofício, devem ser os que mais recorrerão às investidas no poste baixo. Kevin Love é um reboteiro espetacular mas atacando atletas que saibam defender na área pintada, é apenas regular. Tyson Chandler e Blake Griffin são praticamente nulos nesta área. LeBron James e Kevin Durant podem até ser efetivos quando estiverem sendo marcado por jogadores muito mais leves e baixos, mas não chega a ser uma opção tática confiável.
Se repetir o que experimentou na Turquia, os Estados Unidos devem ser uma equipe de defesa intensa e transição. Um estilo que procurará evitar o jogo de 5-5. A chave para vencê-los deverá ser frear o ritmo do jogo e obrigá-los a enfrentar defesas bem postadas. Não é fácil fazer isso contra um time com esse talento e essa volúpia física mas não vejo outro caminho para a façanha de batê-los sem ser esse.
No final das contas, o que tem de mais forte este time é a alta capacidade de rotação. Coach K poderá contar com atletas de ponta o tempo todo em quadra, sem parar. Sendo assim, todos eles poderão jogar a 200%, com uma intensidade que nenhum elenco conseguirá equiparar. Um sonho para qualquer treinador.
Não deixa de ser motivo de curiosidade notar qual postura terão Kobe, LeBron e Durant. Mais do que nunca, estes três atletas chegam competindo por protagonismo. Com o título, o astro do Miami está na trilha para alcançar todo o sucesso que sempre esperou. Com o vice-campeonato, o ala do Oklahoma City Thunder, para muitos o MVP da temporada regular, trará a sede de uma frustração mal digerida (ainda é muito recente, afinal). E Kobe, bem, é Kobe Bryant.