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EUA, do excelente Jarnell Stokes, fez nova vítima na Copa América
Foto: Guilherme Tadeu - Basketeria
A equipe dos Estados Unidos segue imbatível na disputa da Copa América sub-18. Nesta terça-feira, 19, a seleção norte-americana novamente não encontrou dificuldades para superar seu adversário, desta vez os argentinos, pelo placar de 107 a 72. Com o resultado positivo, o favorito time estadunidense chega novamente à final da competição continental, fato que se repete em todas edições após 2002, único ano no qual ficou de fora da briga pela medalha de ouro.
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O massacre sobre a Argentina representou o terceiro triunfo centenário dos norte-americanos nos seus quatro compromissos no campeonato. Apenas contra o Brasil, adversário que mais lhe impôs dificuldade, os donos do melhor basquete do planeta não conseguiram três dígitos na pontuação, mostrando a força defensiva do elenco comandado pelo técnico Demétrius.
A incontestável vitória dos Estados Unidos, a quarta consecutiva em São Sebastião do Paraíso (MG), se consolidou após mais uma grande atuação dos mais atléticos e dominantes pivôs da competição. Julius Randle, protagonistas de enterradas fenomenais, converteu 15 pontos e foi o principal pontuador da equipe vencedora, seguido pelos também pivôs Shaquille Goodwin e Jarnell Stokes, respectivamente com 13 e 11 pontos convertidos. O armador Nathaniel Britt, que se forma no High School em 2013 e tem tudo apalavrado para defender a Universidade da Carolina do Norte (onde jogou Michael Jordan), também se destacou ao assinalar 10 tentos e distribuir 3 assistências.
A chave do nosso resultado positivo, hoje, foi termos jogado e corrido pela quadra com intensidade, do começo ao fim. O plano de jogo foi conseguir acelerar as ações, e foi por isso que vencemos mais uma partida
Houston Grant, dos EUA
- A chave do nosso resultado positivo, hoje, foi termos jogado e corrido pela quadra com intensidade, do começo ao fim. O plano de jogo foi conseguir acelerar as ações, e foi por isso que vencemos mais uma partida, avaliou o ala/pivô Houston Grant, que apesar de conquistar apenas sete pontos, teve 100% de aproveitamento nos arremessos de quadra.
Pelo lado argentino, que agora disputará a medalha de bronze na quarta-feira, 20, com o perdedor do duelo entre Brasil e Canadá, igual distribuição de pontos entre os jovens atletas: a dupla de pivôs Gabriel Deck e Gonzalo Torres contribuiu com 11 e 10 pontos, respectivamente, mesmo sofrendo, ambos, com problemas de faltas durante a partida. Ignácio Moreno, com 15 pontos e 5 rebotes, foi o principal destaque, enquanto que Matia Bernardini, que nas rodadas anteriores acumulara grandes desempenhos, e Matin Massone, outro bom valor dos argentinos, não conseguiram grandes exibições e pararam na forte defesa norte-americana.
O Jogo
Foto: Diego Evangelista - Divulgação |
Os Estados Unidos começaram a partida tendo que experimentar algo que ainda não tinha provado durante a competição: ficar atrás no marcador. Foi a Argentina, em rápido contra-ataque, quem abriu o jogo, liderança que durou pouquíssimo tempo, até o atlético Houston Grant assumir a responsabilidade inicial e pontuar por duas vezes seguida, uma delas através de uma sensacional enterrada, para colocar os favoritos norte-americanos no comando da partida.
Os nortistas buscavam pontos através de Julius Randle e Jarnell Stokes, seus excepcionais pivôs, mas encontravam um garrafão argentino muito bem postado, que além de impedir as cestas adversárias, fechava o rebote defensivo, possibilitando o nem tão rápido contra-ataque dos argentinos, que não entravam na pilha dos estadunidenses e preferiam levar suas ofensivas com calma, cadência e organização. Contudo, com as portas fechadas na área interna, os atuais campeões da Copa América colocaram em prática seu também eficiente jogo do perímetro, construindo placar de 23 a 10, poucos minutos antes do final primeiro período, com direito a inúmeras bolas convertidas de longa distância. Contestadas marcações dos árbitros e algumas cestas convertidas pelo ala Ignacio Moreno, porém, deram aos sul-americanos a oportunidade de baixar a vantagem adversária para apenas uma dezena ao final da primeira etapa.
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No segundo quarto, mesmo sem Gabriel Deck em quadra, principal estrela da equipe, sendo poupado no banco de reservas por cometer duas rápidas faltas, a Argentina manteve a diferença próxima aos dez pontos. Os Estados Unidos, diferentemente das partidas anteriores, não priorizavam o jogo interno, e forçavam bolas da linha dos três pontos, algumas certeiras, das mãos John Layman, especialista no quesito, outras nem tanto, como fez Rodney Purvis, capaz de proporcionar um airball (arremesso no qual a bola não toca no aro) mesmo estando completamente livre de marcação. Para recuperar o domínio, Billy Donovan promoveu a entrada de um de seus mais dominantes atletas, o imponente Shaquille Goodwin, que converteu sete pontos consecutivos, tumultuou o garrafão da Argentina e devolveu ao placar, na ida dos times para o vestiário, a elasticidade costumeira das partidas dos Estados Unidos nesta Copa América.
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A esperança sul-americana residia nos fatos que marcaram a partida anterior dos norte-americanos, contra o Brasil, quando os anfitriões intensificaram seu ritmo para aloprar a seleção da América do Norte. Entretanto, os “hermanos” não repetiram as atuações brasileiras, e continuaram a ser dominados pelos superiores e favoritos adversários. As coisas começaram a piorar para a Argentina quando seu principal pivô cinco, Gonzalo Torres, cometeu sua segunda falta no período e também precisou ser poupado. Com seus principais homens altos pendurados, a equipe azul e branca se viu em um drama: continuar marcando firme e estourar seus pivôs de faltas ou tirá-los de quadra? Enrique Tolcachier preferiu a segunda opção, e montou seu quinteto com quatro atletas abertos, estratégia também adotada por Donovan, que permaneceu somente com Goodwin na área pintada.
Smart, um dos mais físicos armadores do campeonato (Foto: Guilherme Tadeu - Basketeria)
A igual distribuição das equipes dentro das quatro linhas refletiu no placar: a Argentina, antes massacrada, começou a equilibrar as ações, oportunidades que mantiveram a diferença constante, próxima aos 20 pontos, e impediu um maior distanciamento norte-americano, que mesmo com o mau momento, mantinham o domínio da partida. No último período, com a derrota encaminhada e preservando suas energias para a disputa do terceiro lugar, a Argentina permitiu outra série de ataques certeiros, capazes de fazer a diferença romper a casa dos 30 pontos e o confronto, com expectativa de equilíbrio, virar um verdadeiro atropelamento. Os Estados Unidos não encontraram, e provavelmente não acharão, nesta edição, concorrentes a sua altura. A conquista da medalha de ouro está cada vez mais perto.
gOSTAria de dizer qu eo trabalho de voces é otimo .. mas falta que voces informem melhor seus leitores com dados sobre a competição, nao só informando como foi a partida mas quando sera a final e os proximos jogos. Agora, por exemplo, quero saber quando será a final. E isso nao encontro nem aqui nem na pagina informando a nossa vintoria contra o canada. Afinal, quando ser aa final ?
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