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Com ajuda da arbitragem, Argentina derruba invencibilidade do Brasil

Sáb, 07 de Julho de 2012 10:42 Atualizado em Sáb, 07 de Julho de 2012 14:03 Escrito por  Rodrigo Bertoni
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Alex enterra contra Argentina em jogo polêmico Alex enterra contra Argentina em jogo polêmico Foto: Colin Foster - CBB

A seleção do Brasil conheceu seu primeiro resultado adverso na preparação visando os Jogos Olímpicos de Londres. Atuando diante de um ginásio "Luna Park", em Buenos Aires, completamente lotado, e enfrentando uma arbitragem, no mínimo, polêmica, Magnano e seus comandados foram derrotados pela Argentina, por 80 a 74, na grande final da "Copa Hope Funds", quadrangular amistoso que também envolveu Espanha e Chile.

+Veja também | Feminino: Brasil atropela Cuba na estreia do Desafio Eletrobras

O selecionado argentino, dono de duas medalhas olímpicas nas últimas duas edições da maior competição esportiva do planeta, contou com excelente partida de um de seus maiores atletas da história de sua modalidade da bola laranja, Manu Ginobili, para levantar o troféu ao lado de sua torcida. O ala do San Antonio Spurs não encontrou defesa capaz de freá-lo, anotou 33 pontos e, junto com Juan Gutiérrez, dono de 20 pontos e 8 rebotes, decretou a derrota verde-amarela.

Foto: Santiago Russo - BasketeriaFoto: Santiago Russo - BasketeriaO Brasil, que atuou sem duas de suas principais peças, Nenê Hilário e Marquinhos - provavelmente titulares caso fossem escalados -, mostrou grande trabalho coletivo que impede listarmos somente poucos destaques da seleção de Rubén Magnano. Leandrinho Barbosa, Marcelinho Huertas e Alex Garcia ultrapassaram uma dezena de pontos, respectivamente com 17, 15 e 11. Anderson Varejão também teve importante participação com nove tentos,completado sua atuação com mais oito rebotes. Contudo, mesmo sem destaque na pontuação, Tiago Splitter, Guilherme Giovannoni e Caio Torres também conquistaram boas performances, porém insuficiente para superar a individualidade argentina e a força extra dos árbitros, estes que, surpreendentemente e com direito a uma enorme falta de ética, eram todos de origem argentina.

Derrotado, porém não abalado pelo simples resultado no amistoso, o Brasil agora volta ao país para disputa do Torneio Eletrobras, em Foz do Iguaçu, entre os dias 11 e 12 de julho, quadrangular que envolverá as mesmas seleções (Brasil, Chile, Argentina e Espanha) que se enfrentaram em Buenos Aires e, portanto, dará a oportunidade ao time do Brasil de, em casa, dar o troco nos “hermanos”. Os resultados positivos, todavia, apesar de serem buscados a todo instante, não são os maiores objetivos neste período que antecede as Olimpíadas, fato que diminui a grandeza do título argentino conquistado há pouco: Ginobili, ao receber o troféu de campeão, nem comemorou, somente levantando-o para exibir ao telespectador que prestigiou aquela que talvez representou a última partida da Geração de Ouro em terras argentinas.

Foto: Santiago Russo - BasketeriaFoto: Santiago Russo - Basketeria

O Jogo

Os instantes iniciais foram completamente favoráveis ao Brasil: Anderson Varejão e Leandrinho comandaram os primeiros ataques da seleção verde-amarela. Na defesa, todos os cinco titulares designados por Magnano marcavam com disposição, movimentações que, na primeira tentativa adversária, fez com que os argentinos estourassem os 24 segundos de posse de bola. Neste cenário de defesas bem postadas, o Brasil abriu sete a zero nos minutos que inauguraram a partida, e os anfitriões somente foram converter seus primeiros tentos através de dois lances livres. Aliás, este tipo de arremesso foi a principal fonte de pontuação da Argentina no primeiro quarto.

Foto: Santiago Russo - BasketeriaFoto: Santiago Russo - BasketeriaO treinador Julio Lamas mandou à quadra seu quinteto-preferencial composto por três homens altos: Luis Scola, Juan Gutiérrez e Andrés Nocioni. Era um indício de que o objetivo inicial dos donos da casa seria atacar o Brasil através de seu jogo interno. E assim foi: os campeões olímpicos convertiam arremessos da área pintada ou então sofriam faltas na tentativa de infiltração, às vezes também aliando as duas coisas para converter a cesta e sofrer a falta.

Entretanto, o Brasil não sentia os golpes da Argentina, e pontuava através das bolas de longa distância, principalmente das mãos do ala/armador Leandrinho, cestinha brasileiro na noite anterior com 18 entos. O Brasil terminou o primeiro quarto à frente, por 22 a 20, mas levaria para o restante do jogo um grande problema: a arbitragem sinalizou dez faltas dos visitantes contra apenas duas da Argentina, fazendo com que os atletas de Magnano, principalmente os pivôs, ficassem carregados, demandando serem poupados para evitar uma precoce eliminação. Tiago Splitter, encarregado de marcar Gutiérrez, cestinha do primeiro período com oito tentos, sofreu com este problema e logo precisou ser sacado, dando lugar a Caio Torres.

Foto: Santiago Russo - BasketeriaFoto: Santiago Russo - BasketeriaVindo do banco de reservas, o pivô do Flamengo novamente representou boa peça de reposição. Mesmo diante de um garrafão renomado, o grandalhão soube aproveitar os espaços, sofrer faltas e ainda capturar alguns rebotes ofensivos. Mas a Argentina ainda utilizaria da principal arma do Brasil, as bolas do perímetro, para buscar o placar adverso e, pela primeira vez, passar à frente. Hernan Jasen, por duas vezes, e o inspirado Manu Ginobili, principal “hermano” do primeiro tempo, converteram arremessos precisos da linha de três para abrir vantagem considerável a pouco tempo da ida das equipes para o vestiário. Contudo, Leandrinho apareceria mais uma vez, do perímetro, e Guilherme Giovannoni produziria bela trama seguida de dois pontos para dar diferença mínima, 40 a 39, ao elenco verde-amarelo no intervalo da grande final do quadrangular.

O que estava equilibrado ficou ainda mais emocionante no terceiro período. A arbitragem, bastante severa durante os vinte primeiros minutos, em especial nas marcações contra os brasileiros, passou a permitir maior contato, o que colocou “mais fogo na batalha”. As duas seleções erravam bastante e compensavam a falta de pontos com ainda maior entrega no setor defensivo. Minutos antes de entrarmos na última parcial, a Argentina conseguiu se desgarrar no placar, abrir oito pontos (maior vantagem até aquele momento) e esfriar as ações brasileiras. Entretanto, Magnano mudou o esquema, promoveu algumas mudanças, e colocou três homens rápidos para guiar o Brasil rumo à recuperação: Larry, e principalmente Huertas e Leandrinho, com o auxílio de Varejão, comandaram a busca ao resultado adverso, e deixaram os visitantes a apenas três pontos de desvantagem.

Foto: Santiago Russo - BasketeriaFoto: Santiago Russo - BasketeriaAs melhores emoções, no entanto, estavam guardadas para o período derradeiro. A Argentina pontuava, mas o Brasil não permitia vantagem. Quando os brasileiros garantiam a dianteira, também não conseguiram colocar considerável conforto. O Brasil se desfavoreceu em um lance, no contra-ataque, no qual Alex Garcia enterrou e, na sequência, se contundiu, precisando ser retirado das quatro linhas: além de enfraquecer a seleção de Magnano na partida, ausência crucial para o resultado final, virou preocupação para o restante da preparação.

Sem seu melhor marcador em quadra, o Brasil virou presa fácil a Ginobili, que chamou a responsabilidade, atacou com perfeição, distribuiu bem as jogadas, completou 30 pontos e encaminhou sua seleção ao resultado positivo e ao título da Copa Hope Funds. Antes, porém, algumas outras tantas marcações contestadas da arbitragem, que impediu qualquer reação final da seleção visitante. Estava decretado, injustiçadamente, a primeira derrota do "Brasil-Magnano" no ano de 2012.

Foto: Santiago Russo - BasketeriaFoto: Santiago Russo - Basketeria

Compatriotas!?

Ao final do polêmico duelo, em ato frequente entre técnicos de basquete, Julio Lamas partiu para cumprimentar seu compatriota Rubén Magnano que, segundo relativos vindos da Argentina, evitou saudar o vitorioso comandante da noite. Magnano, aliás, se mostrou bastante irritado durante a partida, possivelmente por conta da arbitragem, que conseguiu “retirar” do campeão olímpico, por muitas vezes, caras de espanto e incredulidade.

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2 Comentários

  • Link o comentário Dom, 08 de Julho de 2012 17:08 postado por LJ

    Duas coisas ficaram claras pra mim depois deste jogo, primeiro que os argentinos não iam aceitar de nenhuma maneira que a melhor geração do esporte argentino em geral(conseguiram ganhar sem marmelada no basquete)perdesse seu jogo de despedida para o Brasil diante da sua(fria e desanimada)torcida. A segunda coisa é que seleção brasileira jogando completa não perde pra argentina mais, basta os juízes serem honestos.

  • Link o comentário Sáb, 07 de Julho de 2012 12:10 postado por Fabricio

    Brasil jogou muito, mas para mim algumas coisas ficaram claras, precisamos do nene urgente la embaixo, se não vamos ficar dependendo das bolas de 3, que tem dia q nao vão cair e que o brasil continua sem o segundo armador, Larry como 2 armador nao mostrou para que veio, na posição 2 ajuda um pouco, rafael hettsthemeir vai fazer muita falto com seu jogo de costa, caio meio lento para nivel internacional, mas gostei da seleçao.

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