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Se havia preocupação de uma zebra espanhola impedir a revanche brasileira contra os argentinos na final do Super 4, esta se dissipou rapidamente. Impondo o seu ritmo de jogo, a seleção brasileira não tomou conhecimento do time B da Espanha e estreou com vitória de 101 a 68.
A torcida brasileira que compareu ao Ginásio Costa Cavalcanti, em Foz de Iguaçu curtiu uma bela atuação da seleção e vibrou cantando o nome dos jogadores durante boa parte da partida. Nesta quinta-feira, no mesmo local, o Brasil enfrentará a Argentina, às 21 horas, na final do Super 4.
Com a mão afiada, Marcelinho Machado foi o cestinha da partida com 23 pontos. Leandrinho e Guilherme Giovannoni contribuiram com 15 e 14 pontos, respectivamente. Joaquin Colon foi o cestinha da Espanha, com 17 pontos.
- A gente sabe que cada um tem uma função no time, a minha é de chutar. Quem conhece basquete sabe que não é sempre que a gente vai ter esse aproveitamento, mas se eles continuarem me deixando livre, eu agradeço - afirmou Marcelinho Machado, que acertou sete de oito tentativas da linha de três pontos.
A única preocupação ficou por conta de uma lesão no tornozelo de Leandrinho, no finalzinho da partida. O jogador será submetido a exames para saber a gravidade da lesão e se terá condições de enfrentar a Argentina.
O jogo
Com uma defesa atenta e trocando passes até encontrar a melhor opção de arremesso, a seleção brasileira não teve trabalho para abrir uma vantagem de nove pontos logo nos primeiros minutos da partida. Quem melhor aproveitou os espaços na defesa espanhola foi Marcelinho Machado que acertou três arremessos do perímetro consecutivos. O panorama da primeira parcial quase foi alterado depois de um erro bobo de Guilherme Giovannoni numa saída de bola, os espanhóis aproveitaram o momento para derrubar a vantagem de dez para apenas quatro pontos. Através de Raulzinho, contudo, os brasileiros conseguiram fechar o primeiro período com uma vantagem de 25 a 18.
Foto: Alfredo Lauria/Basketeria
A seleção brasileira aumentou o ritmo no segundo período. Rubén Magnano revezou bastante os jogadores, principalmente os do perímetro, e com uma sobra de energia, a defesa brasileira conseguiu pressionar ainda mais os adversários, proporcionando contra-ataques e arremessos sem marcação. A vantagem do Brasil chegou a 21 pontos, antes que a Espanha reagisse com uma parcial de 7 a 0, que não foi suficiente para impedir que os anfitriões fossem para o vestiário com um tranquilo domínio no placar, 49 a 36.
Foto: Alfredo Lauria/Basketeria
O início do terceiro período foi marcado por dois tocos espetaculares, um de cada lado. O espanhol Adrian Laso impediu uma bandeja aparentemente fácil de Tiago Splitter, mas Leandrinho deu o troco impedindo o contra-ataque espanhol com um lindo bloqueio. Se a defesa funcionava perfeitamente, os arremessos de longa distância terminaram de dificultar a vida para os espanhóis. Em sua melhor parcial, o Brasil venceu o terceiro período por 30 a 9 e construiu uma vantagem de 79 a 45.
Na última parcial, com uma vantagem que chegou a 39 pontos, a seleção brasileira deixou o ritmo cair um pouco e permitiu que os espanhóis tirassem 12 pontos da vantagem, principalmente através dos arremessos de Joaquin Colon. Tiago Splitter acabou levando mais um toco espetacular, dessa vez de Xavier Rabaseda.
Quando faltavam apenas 3 minutos para o final da partida, um lance preocupante: Leandrinho caiu de mau jeito e machucou o tornozelo esquerdo. A torcida brasileira voltou a festejar, no entanto, quando Marcelinho Huertas acertou uma cesta no meio da quadra, no estouro do cronômetro.
sabem dizer se o Alex jogou normalmente
O que me impressiona é como um jogador da qualidade do Splitter toma toco com facilidade. Jogou na segunda melhor liga de basquetebol e joga na melhor atualmente, será que desaprendeu?
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