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É por essas e outras que David Stern (foto), o comissário da NBA, é vaiado todos os anos na noite do Draft. Pressionado por donos de franquias, o dirigente está disposto a persuadir a FIBA– Federação Internacional de Basquete – a copiar o modelo de disputa do futebol e fazer com que as seleções sejam formadas, em sua maioria, por jogadores com menos de 23 anos disputem as Olimpíadas. Mas que ideia idiota!
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Nós, fãs incondicionais da modalidade, podemos ser suspeitos para falar. Mas me parece que o basquete masculino será a competição mais legal dos Jogos entre os esportes coletivos. O motivo? O equilíbrio das seleções participantes, niveladas por cima. Ok, os Estados Unidos são favoritos ao ouro e a Espanha parece firmada como principal candidata à prata. Mas daí em diante, existe um enorme grupo de times que podem terminar tanto em terceiro quanto em décimo. E o Brasil está entre eles!
Os donos de franquias até têm certa razão em reclamar. Afinal, para eles o basquete é um negócio, certo? Eles temem que mais casos como o de Blake Griffin, que se machucou durante a preparação para as Olimpíadas, aconteçam. Mas, todo atleta profissional está sujeito a isso – seja jogando em Londres ou se preparando para a próxima temporada em Los Angeles.
Vale lembrar que a presença de jogadores da NBA nas Olimpíadas foi uma conquista dos próprios americanos, que passaram a ter sua supremacia na competição ameaçada pela União Soviética nos anos 80. Era realmente injusto proibir só os atletas da liga dos Estados Unidos, sob a alegação de que os Jogos são para amadores. Se você ganha dinheiro para jogar, você é um profissional, em qualquer parte do mundo, oras!
Então porque voltar atrás logo agora? Sem os grandes jogadores da NBA, jamais teria existido um Dream Team, que, em 1992, entrou para a história, talvez, como a maior equipe esportiva de todos os tempos. Jamais teria existido uma seleção americana de 2008, que recuperou o orgulho Olímpico dos Estados Unidos no basquete e que chega para os Jogos de Londres em sua segunda edição.
A presença de jogadores da NBA não fez bem só para os Estados Unidos. Afinal de contas, é inegável a evolução de jogadores como Leandrinho, Nenê, Anderson Varejão, Manu Ginobili, Luis Scola, Patrick Mills, Pau Gasol e Linas Kleiza, entre outros, desde que estes entraram na liga profissional americana.
Brasileiros que atuam na NBA (Foto: Agência Inovafoto - Divulgação)
O futebol ainda tem a justificativa razoável de zelar pela Copa do Mundo, evento esportivo mais lucrativo do mundo que, se concorresse com a Olimpíada, podia perder um pouco de sua graça. Mas, como citado no início deste texto, o basquete masculino consegue ter grandes jogos desde o início da fase de grupo – ao contrário do esporte bretão, que tem uma primeira etapa menos equilibrada – e consegue ser empolgante mesmo de dois em dois anos.
É uma ideia estúpida. É nos Jogos Olímpicos que você realmente enfrenta os melhores do mundo. Se adotarmos essa mudança, os Jogos perderão seu valor
Kobe Bryant
Tenho certeza de que o limite de idade nas Olimpíadas repercutiria muito mal entre torcedores. E entre os jogadores? “É uma ideia estúpida. É nos Jogos Olímpicos que você realmente enfrenta os melhores do mundo. Se adotarmos essa mudança, os Jogos perderão seu valor”, disse ninguém mais, ninguém menos do que Kobe Bryant.
É Stern, acho que sua ideia não agradou muito...
3 pontos
1) Foi legal ver a seleção brasileira vencendo a Austrália no último amistoso antes das Olimpíadas de Londres-2012. Até porque a estreia na competição é justamente contra a equipe da Oceania! Claro que os dois times esconderam suas principais armas, mas não há como negar que a confiança dos jogadores deve ter recebido um incentivo com o resultado.
+Saiba mais: Brasil vence a Austrália na última partida antes dos Jogos Olímpicos
2) Nesta terça-feira, a Espanha recebe os Estados Unidos no que é, provavelmente, o amistoso mais esperado de preparação para as Olimpíadas-2012 ao redor do mundo. A princípio, imagino que nenhuma de suas equipes vá entrar com força total e revelar seus segredos para o adversário. Mas é a típica partida que ninguém quer perder.
+Leia Mais: EUA enfrentam Espanha em maior desafio antes das Olimpíadas; saiba tudo
3) O Chicago Bulls perdeu Kyle Korver e Omer Asik e trouxe, para seus lugares, Marco Belinelli e Nazr Mohammed, jogadores com características teoricamente parecidas. Só não entendo as motivações da franquia em reconstruir o banco de reservas, que, para mim, era o melhor da NBA na última temporada.
pense no futuro antes de falar q eh idiota a ideia carniça...
Se essa idéia fosse para frente seria legal porque iria se priorizar o Mundial onde só o Basquete é o protagonista e onde se tem um maior número de seleções. Para falar a verdade se voçê analisar o Mundial é um campeonato muito melhor do que as Olimpíadas, mas acaba perdendo pelo glamour das medalhas Olimpicas, enfim eu acho que seria uma Boa para o esporte, mas como torcedor eu não estou disposto em ficar esperando de 4 em 4 anos para assistir uma grande competição ...
Mas sabemos que não é atrás disso que o Stern está atrás, ele só pensa na NBA e ponto final.
No entanto eu acho que seria melhor pro esporte ter um Mundial mais forte... Só não sei como fazer sem mexer nas Olimpiadas, e outra se haver essa mudança vai aumentar ainda mais a supremacia dos EUA nas competições FIBA, já que seria mais fácil se preparar para somente um campeonato forte em 4 anos...
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