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Há 20 anos, em 26 de julho de 1992, os Estados Unidos começavam a desenhar a trajetória do Dream Team
Foto: NBAE - Getty Images
A seleção masculina de basquete dos Estados Unidos, que representou o país nas Olimpíadas de Barcelona, em 1992, encantou o mundo com suas atuações magistrais, supremacia que lhe rendeu a denominação de Dream Team, o time dos sonhos. Equipe mais impressionante na história do basquete, quiçá de todos os esportes coletivos, o inesquecível elenco norte-americano, guiado pelo maior atleta da modalidade, Michael Jordan, começava há exatamente 20 anos, no dia 26 de julho de 1992, sua participação na cidade catalã.
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Apesar de representar uma das vertentes das Olimpíadas de Barcelona, a modalidade basquete fora disputada na cidade de Badalona, localizada a aproximadamente 10 quilômetros da capital da Catalunha. O palco no qual desfilaram os astros da seleção sorte-americana, o Palau Municipal d'Esports de Badalona, foi construído em 1991 para receber as partidas olímpicas. Com capacidade para 12500 telespectadores, a arena demandou 35 milhões de dólares, e rendeu a seus arquitetos, Esteve Bonell e Francesc Rius, o prêmio europeu de arquitetura contemporânea de 1992.
Após reunir os melhores jogadores da NBA, a liga norte-americana de basquete, considerada a melhor e mais qualificada competição do esporte da bola laranja, o plantel norte-americano iniciou sua trajetória diante da seleção da Angola, campeã da edição anterior da Copa da África. Diante da única participante do continente africano, os Estados Unidos aplicaram a sua primeira extensa margem de pontos, vencendo a estreia olímpica pelo placar de 116 a 48, pontuação centenária que fez parte de todos os confrontos/triunfos dos estadunidenses naquela competição.
O massacre diante dos angolanos fora comandado pelo polêmico Charles Barkley, naquela época atleta do Phoenix Suns. Antes do duelo inaugural das Olimpíadas de Londres, Barkley mostrou desconsideração em relação ao time da Angola, dizendo que nada sabia sobre o adversário, apenas que “estaria encrencado” diante do Dream Team. Com a bola em jogo, o ala/pivô ainda chamaria a atenção, não somente pelos seus expressivos números de 24 pontos, seis rebotes, cinco assistências e três bolas recuperadas, mas também por alguns lances nos quais, inexplicavelmente, começou a intimidar os adversários, mesmo diante do tranquilo resultado.
Contando com uma enorme quantidade de bolas recuperadas, os Estados Unidos construíram a primeira vitória daquele marcante time principalmente através dos contra-ataques, como pode ser visto no vídeo abaixo, com alguns lances do duelo. Somente Michael Jordan, o grande nome do elenco, roubou oito bolas dos angolanos, além de assinalar dez pontos. Magic Johnson, armador principal da equipe, com seis pontos e 10 assistências, também se destacou, além de outros quatro atletas que, assim como Jordan e Barkley, ultrapassaram a marca de uma dezena de pontos.
Depois da incontestável vitória contra a Angola, os Estados Unidos ainda enfrentariam outros quatro países dentro de seu grupo, derrotando-os sempre com diferença superior a 30 pontos, inclusive o Brasil, por 127 a 83. Nos playoffs, Michael Jordan e companhia também não encontrariam concorrentes à altura, em uma fácil trajetória até a conquista da medalha de ouro, a décima da história do país nas Olimpíadas, título que devolveu o status de campeão aos Estados Unidos, que na edição anterior, em Seul, na Coreia do Sul, haviam garantido apenas o bronze.
Bom dia.
Com certeza foi o melhor Time de Basket de Todos os Tempos.
E com certeza os mesmos fazem falta é uma pena que eles não possam ser Eternamente Jovens.
Eric Antunes dos Santos
eric.antunes@yahoo.com.br
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