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James Harden chegou ao OKC via Draft para se tornar peça fundamental da franquia
Foto: NBAE - Getty Images
No mundo dos esportes coletivos, investir na base é o caminho àquelas equipes que querem obter resultados em longo prazo. No basquete, mais especificamente na NBA, a trajetória para a glória futura certamente é o Draft, evento no qual as franquias que compõem a maior liga do planeta na modalidade recrutam seus novos integrantes, na maioria das vezes promissores jogadores que se destacam em outros diversos campeonatos pelo mundo, especialmente na NCAA.
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O Oklahoma City Thunder, atual vice-campeã da NBA, é um dos maiores exemplos de que no Draft, às vezes, se encontram as soluções para que as franquias norte-americanas sofram uma reviravolta, deixando de ser meros participantes para se tornar grandes equipes, favoritas ao título e à consagração nos Estados Unidos.
Há aproximadamente quatro anos, no final de outubro de 2008, o Thunder fazia sua estreia na liga norte-americana, após a transferência da franquia da cidade de Seattle para Oklahoma. Naquela temporada, representado por um elenco pouco qualificado, somente chegou a 23 triunfos durante a temporada regular, campanha (penúltimo colocado do Oeste) incapaz de levá-lo aos playoffs. Entretanto, nos seguintes anos, em um constante processo evolutivo, Durant e companhia conseguiam maiores destaques, até chegarem, finalmente, à decisão do torneio.
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Scott Brooks, que esteve sempre na companhia de Oklahoma (seja como assistente, na temporada 2008/09, ou como treinador, nos seguintes anos) tem uma incrível definição sobre o complicado período vivido pela franquia após a saída de Seattle. Para o treinador, eleito o melhor comandante da NBA em 2010, seu time aprendia, através de derrotas, a conquistar seus resultados positivos, capazes de transformá-los, no futuro, na grande sensação da competição.
Não estamos perdendo jogos, estamos aprendendo a vencê-los
Scott Brooks, técnico de OKC
- Quando tivemos nossa temporada recheada de derrotas, as pessoas me perguntavam sobre a péssima temporada, e eu dizia: ‘não estamos perdendo jogos, estamos aprendendo a vencê-los’
| Temporada | Vitórias | Derrotas | Aproveitamento | Posição |
| 2007/2008 - Seattle Supersonics | 20 | 62 | 24,4% | 15° Oeste |
| 2008/2009 - Oklahoma City Thunder | 23 | 59 | 28,0% | 13° Oeste |
| 2009/2010 - Oklahoma City Thunder | 50 | 32 | 61,0% | 8º Oeste (Pela primeira vez nos Playoffs) |
| 2010/2011 - Oklahoma City Thunder | 55 | 27 | 67,1% | 4º Oeste |
| 2011/2012 - Oklahoma City Thunder | 47 | 19 | 71,2% | 2º Oeste |
As transformações positivas do time de Scott Brooks ao longo dos anos podem ser explicadas também, além do processo natural de crescimento dos jogadores e da equipe, através das excelentes aquisições da franquia realizadas através do Draft no período entre a estreia na NBA e o vice-campeonato. Do plantel derrotado pelo Miami Heat na derradeira série, três atletas em especial, essenciais no desempenho que derrubou favoritos como Mavericks, Lakers e Spurs, chegaram à franquia através do ingresso pelo processo seletivo anual realizado na pós-temporada.
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Russell Westbrook, um dos melhores e mais explosivos armadores da atualidade, chegou ao time no Draft de 2008 através da 4ª escolha. Naquele mesmo ano, Oklahoma ainda adquiriria, na 24ª posição do recrutamento, o ala/pivô Serge Ibaka, o primeiro congolês a ser draftado na história da competição estadunidense. Ibaka, no entanto, ainda permaneceu um ano no basquete espanhol antes de partir para a NBA, onde mais tarde tornar-se-ia o líder em tocos de toda a temporada.
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A chegada do atleta da República do Congo coincidiu com a seleção de outro grande valor atual de Oklahoma, o ala/armador James Harden, draftado na terceira posição em 2009 e que detém o último troféu do prêmio de melhor sexto homem da NBA. Westbrook, Ibaka e Harden juntaram-se a Durant e Nick Collison, remanescentes de Seattle, para formar um dos mais interessantes times da última temporada, composto e reforçado por jogadores que chegaram, ou via assinatura de contrato, ou via troca, como é o caso de Kendrick Perkins, Derek Fisher e Thabo Sefolosha.
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O vice-campeonato dos últimos dias, entretanto, sinaliza somente o começo da era de Kevin Durant e seus companheiros. A expectativa é para que, na próxima temporada, a franquia esteja ainda mais preparada para conquistar o anel, com seus integrantes mais experientes e acostumados à decisão. Interessante é notar a rotatividade disponível na NBA a todos seus times participantes, capaz de permitir recuperações às equipes em um curto espaço de tempo. Não seria enorme surpresa termos, daqui cinco anos, por exemplo, Hornets ou Wizards, que não conseguiram sucesso no último ano, brigando pelas primeiras posições de suas respectivas conferências. Tudo isso devido ao evento que, na próxima quinta-feira, 28 de junho, mobilizará o mundo do basquete e colocará uma nova leva de talentos na NBA.
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