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O árduo caminho ao tricampeonato: relembre a temporada de Brasília no NBB4

Sáb, 02 de Junho de 2012 13:11 Atualizado em Seg, 04 de Junho de 2012 10:06 Escrito por  Rodrigo Bertoni
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Brasília teve trajetória nada tranquila rumo ao tricampeonato Brasília teve trajetória nada tranquila rumo ao tricampeonato Foto: Alfredo Lauria - Basketeria

Começou no dia 21 de novembro de 2011, em Joinville, terminou neste 2 de junho de 2012, em Mogi das Cruzes, e durará para sempre a campanha do Uniceub/BRB/Brasília na quarta temporada do Novo Basquete Brasil. O time da capital federal comprovou sua supremacia nacional e sagrou-se campeã, pela terceira vez consecutiva, da maior competição de basquete do Brasil.

+Leia Mais: Giovanonni dá show, Brasília bate São José com tranquilidade e fatura tri do NBB

Toda grande conquista tem a sua história, e a de Brasília não foi diferente: que magnífica trajetória do time candango até chegar ao grande feito da temporada 2011/2012. O começo, como todos sabem, foi bastante conturbado: nas primeiras cinco rodadas, três sofríveis derrotas que ameaçaram e colocaram em jogo a hegemonia dos candangos. O momento era ruim, a desconfiança, externa, existia, mas dentro do grupo o trabalho vencedor ainda continuava:

- No começo do campeonato estávamos meio cambaleando. São José foi a única equipe para qual perdemos as duas vezes na temporada. No anão passado, foi Franca quem nos venceu por duas vezes na fase regular, e na final também a vencemos. Esta semana, nós juntamos e conversamos, a história está aí, disse Nezinho ao conquistar o título.

No dia 26 de novembro, talvez a equipe de Brasília tenha vivido seu pior momento na temporada: derrota, no mínimo humilhante, por 38 pontos de diferença, diante de seu maior rival na história do basquete atual, o Flamengo, naquela partida marcada pelo episódio no qual a quadra do Tijuca Tênis Clube apresentou-se completamente inviável para a prática da modalidade, com muita umidade e pouca segurança aos atletas. José Carlos Vidal poupou seus principais jogadores, mantendo-os no banco de reservas e permitindo um verdadeiro massacre dos rubro-negros. O revés, contudo, teria revanche. No segundo turno, em Brasília, foi a vez dos candangos dominarem os cariocas, vencerem o jogo e darem continuidade à boa temporada: naquela altura, o time da capital federal já havia se recuperado do início irregular, e já estava na briga pelas primeiras posições do campeonato.

Em 2012, o Uniceub/BRB/Brasília, durante a fase de classificação, garantiu incrível aproveitamento ao vencer 15 de seus totais 17 desafios, performance capaz de deixar a equipe entre as quatro primeiras na temporada regular, garantindo vaga direta nas quartas de final e, pelo menos na primeira séries dos playoffs, mando de quadra para poder atuar no Ginásio Nilson Nelson.

No primeiro desafio na fase decisiva, o Bauru Basket, mesmo vivendo ótimo momento com Larry Taylor de forma fenomenal, não foi páreo para os tricampeões. Três partidas, três incontestáveis vitórias, e avanço garantido às semifinais, série na qual o adversário seria o temido Pinheiros/Sky, equipe brasileira que mais havia chegado à decisões no ano, entre elas a da Liga Sul-Americana e do Torneio Interligas.

Emocionante, assim pode ser definido o duelo contra o time da capital de São Paulo. Brasília venceu uma partida em terras paulistanas, e teve a grande oportunidade para selar a classificação ao lado da torcida, no jogo de número quatro, contra um adversário bastante debilitado sem a presença do astro Shamell, que se machucara no confronto anterior. Entretanto, o Pinheiros foi guerreiro, e somente se entregou no quinto jogo. Série desgastante, complicada, mas que não seria capaz de atrapalhar o desempenho na grande final.

Em jogo único, vale a experiência, vale o poder de decisão, vale a valentia, vale a individualidade. Brasília soube reunir todos estes quesitos na partida final contra o São José/Unimed/Vinac, e conquistou o título com maestria. Guilherme Giovannoni, que havia recebido na temporada anterior, o prêmio de MVP, provou o porquê é considerado tão valioso: atuação histórica, memorável, em pleno dia de seu aniversário, com direito a 26 pontos e 8 rebotes, números que pouco importam: o que vale, realmente, é a postura do camisa 12, completamente à vontade, confiante, gigantesco, mesmo diante de quase 4000 torcedores adversários. Arthur, certeiro no momento certo, Alex Garcia, imponente na defesa e importante nos rebotes, e Nezinho, que soube conduzir o time brasiliense rumo à administração da vantagem, não poderiam ficar de fora da grande atuação, comprovando ser este quarteto fantástico o grupo mais vencedor do século XXI.

O futuro é incerto, mas ninguém ousa a duvidar novamente destes bravos integrantes de Brasília. Mesmo sem saber a composição do elenco candango para a próxima temporada, tampouco a formação de seus adversários, não é cedo para cravar: Brasília é favorita ao tetracampeonato. E assim será enquanto for composta por estes vencedores atletas. A temporada 2011/2012 do Novo Basquete Brasil está, definitivamente, em boas mãos!

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