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Foto: Agência Inovafoto - Divulgação
Após duas vitórias na estreia das Olimpíadas de 2012, contra Austrália e Grã-Bretanha, o Brasil conheceu sua primeira derrota na maior competição esportiva do planeta. Em uma excelente e emocionante partida, a mais vistosa de todos os Jogos de Londres, a equipe verde-amarela mostrou força, e por pouco não venceu a Rússia, uma das maiores forças do basquete europeu. Com uma bola espírita no último ataque, a equipe russa conseguiu a virada e a vitória, por 75 a 74, após uma sequência de trocas na dianteira do placar que tomou conta da partida nos instantes finais.
O Brasil parecia caminhar rumo a uma inesquecível reviravolta, após estar perdendo o jogo por quase todo o tempo, às vezes por diferenças que não davam esperanças ao time comandado por Rubén Magnano. Entretanto, com uma partida de recuperação, os brasileiros, guiados por Larry Taylor em sua melhor partida vestindo a amarelinha, conseguiram chegar, e colocar dois pontos de vantagem a seis segundos do fim. Mas a Rússia, valente, no último ataque, conseguiu colocar uma bola de longa distância, inimaginável, com Fridzon, autor da proeza, desequilibrado, quase caindo ao chão. A bola acabou com as pretensões verde-amarelas, e deu o primeiro resultado adverso do basquete masculino na Terra da Rainha (confira o lance no vídeo abaixo).
É triste perder uma partida como essa. Última bola ali, mérito total do jogador deles que chutou uma bola toda torta, e ela acabou entrando. Mas a gente toma isso de lição para que não possa acontecer no mata-mata
Marquinhos
- É triste perder uma partida como essa. Última bola ali, mérito total do jogador deles que chutou uma bola toda torta, e ela acabou entrando. Mas a gente toma isso de lição para que não possa acontecer no mata-mata, avaliou Marquinhos após o duelo.
O resultado negativo, porém, pode ser visto de outra maneira pela equipe do Brasil. O time de Rubén Magnano, com a derrota, tem maiores chances de conquistar a terceira posição do Grupo B, com as duas primeiras colocações sendo disputadas por Espanha e Rússia. Deste modo, evitaria um confronto com a Argentina (provável dona do terceiro lugar do Grupo A), que tem retrospecto positivo diante dos brasileiros, fugindo também de um duelo contra o favorito Estados Unidos em uma eventual semifinal.
Além do mais, um resultado negativo nem sempre traz posteriores momentos ruins. O Brasil mostrou enorme poder de superação, e que pode bater de frente com qualquer outra força destas Olimpíadas. A derrota para a Rússia, dolorosa, pode e certamente trará aprendizados a este time que volta aos Jogos Olímpicos após 16 anos de espera.
Os destaques
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O Brasil contou novamente com grande atuação coletiva na competição londrina. Larry Taylor foi o nome responsável pela virada: acertou quase tudo que tentou nos últimos minutos, e saiu de quadra com 12 pontos e duas assistências. Leandrinho Barbosa, de novo o maior pontuador brasileiro, terminou com 16 tentos, mesmo estando de fora de boa parte do início do confronto com problemas de faltas. Além dos dois jogadores, outros quatro atletas apareceram com pontuações destacáveis, todos eles com oito pontos convertidos: Marcelinho Huertas, Nenê Hilário, Marquinhos e Tiago Splitter. O pivô do Washington Wizards ainda completou dez rebotes, tornando-se, junto com Larry Taylor, o principal jogador em quadra pelo Brasil, mesmo iniciando a partida do banco de reservas.
Pela Rússia, além do ala Fridzon, herói do jogo, Andrei Kirilenko, um dos cestinhas do torneio, e Aleksey Shved, ambos contratados recentemente pelo Minnesota Timberwolves para atuar na NBA na próxima temporada, foram os principais destaques, respectivamente com 19 e 17 pontos. O pivô MoTimofey Mozgov, com bela atuação na área pintada, contribuiu com 18 pontos e sete rebotes, tendo sido também muito importante na manutenção da invencibilidade russa nas Olimpíadas.
Rússia chegou ao triunfo no último ataque certeiro de longa distância (Foto: Getty Images)
O começo tenso
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Assim como no jogo anterior, o Brasil encontrou muitas dificuldades para pontuar nos momentos iniciais. Não que a equipe brasileira não tenha tido oportunidades para finalizar: o problema envolvia a eficiência ofensiva, com as bolas, bem arremessadas, rodando o aro e saindo. Alex Garcia, que começou o jogo com a função de marcar o ala Andrei Kirilenko - naquele instante cestinha das Olimpíadas de Londres -, foi quem inaugurou o placar do ginásio, com uma bola de longa distância convertida quando o cronômetro apontava quase três minutos de partida realizada.
A bola certeira do ala do Uniceub/BRB/Brasília foi seguida de alguns ataques bem sucedidos da Rússia, mas o que realmente chamou a atenção na etapa inicial foi a atuação de Marcelinho Huertas, o grande destaque do Brasil na competição. Com três infiltrações bem executadas, a última sem conversão, mas que deu origem a um tapinha de Splitter, o atleta do Barcelona possibilitou auxiliou sua equipe a abrir 14 a 9 no placar. Após os lances geniais, Huertas foi sacado por Magnano, que visava descansar seu principal atleta para o restante do jogo. Simultaneamente à saída do armador do Brasil, a Rússia também realizou uma mudança em seu quinteto: Kirilenko sentiu o joelho e precisou sair de quadra para tratamento. Sem o AK47, o ataque russo perdia muito de sua força, e ficava mais vulnerável no confronto.
Com constantes trocas de Rubén Magnano e bom aproveitamento nas bolas do perímetro, o Brasil seguiu comandando, mesmo após a volta de Kirilenko - com uma proteção no joelho -, e conseguiu fechar os primeiros dez minutos à frente no marcador, por 20 a 15. O início, muito bem jogado pelo Brasil (ao contrário da partida diante da Grã-Bretanha), deixou apenas uma preocupação ao time verde-amarelo: Leandrinho, homem certo no quinteto inicial, cometera duas faltas e precisaria ser poupado por um longo período para evitar sua precoce eliminação.
Rússia abre vantagem
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No segundo período, Kirilenko, até aquele momento sem nenhum ponto convertido, apareceu e virou o jogo a favor dos europeus. Sem Alex em quadra (Marquinhos e Marcelinho Machado compunham as alas), o novo reforço do Minnesota Timberwolves assinalou nove consecutivos tentos, obrigando Rubén Magnano a interromper a partida. O treinador argentino ordenou a volta à quadra de seu melhor defensor, e conseguiu assim parar o bom momento adversário. Com uma bola de longa distância de Giovannoni, uma enterrada do dominante Nenê Hilário e dois lances livres do "Bravo", o Brasil cortou a diferença para apenas um ponto a quatro minutos do intervalo.
Com Leandrinho no banco de reservas durante quase toda a parcial, e Marquinhos, Giovannoni e Marcelinho apagados ofensivamente, o Brasil não conseguiu tomar a dianteira na ida para o vestiário, muito menos manter a Rússia por perto no marcador: 40 a 32, vantagem que, extensa, poderia ser menor não fossem a sequência de erros de Marcelinho Machado (nos dois lados da quadra) e a falta de sorte de Larry Taylor na última tentativa, quando a bola teimou em não cair após pipocar no aro russo.
Altos e baixos na volta do intervalo
Foto: Agência Inovafoto - DivulgaçãoO Brasil começou o terceiro quarto da maneira da qual terminou o segundo: desligado e sem força nos ataques. Desta maneira, a seleção proveniente do Pré-Olímpico Mundial soube aproveitar as brechas, colocando dois dígitos de vantagem pela primeira vez na partida. Mas o Brasil, compensando o baixo desempenho ofensivo com uma bem postada defesa, conseguiu se recuperar, e devolver equilíbrio ao duelo no terceiro período. Varejão apareceu, a Rússia desperdiçou lances livres, e o placar voltou a apresentar apenas cinco tentos de diferença a seis minutos do último período. Mas a situação brasileira voltaria a se complicar quando Varejão, assim como Nenê, cometeu sua terceira falta, “pendurando” o garrafão verde-amarelo.
Enquanto o time sul-americano distribuía seus pontos homogeneamente entre os jogadores, a Rússia vivia com as grandes atuações de Kirilenko, Shved e, principalmente Mozgov, que facilmente batia as marcações de Tiago Splitter. Para tentar frear o pivô russo, Magnano voltou Nenê para a quadra, mesmo com problemas de faltas, e a presença intimidadora do atleta do Washington Wizards, em pouco tempo, foi capaz de dar ao Brasil fôlego extra para encostar e terminar a terceira etapa com desvantagem de míseros seis tentos: 59 a 53.
O momento da decisão e a vitória heroica
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Mantida a proximidade, era hora, nos últimos e decisivos minutos, de juntar as forças e partir para cima da Rússia. No ataque, o Brasil cresceu e seguiu pontuando, com participação ativa de Larry Taylor. Na defesa, porém, os brasileiros não conseguiam interromper os pontos dos adversários, principalmente os de Kirilenko, que sem a presença de Alex Garcia, bagunçava a área interna brasileira.
Mas o melhor do Brasil ainda estava por vir. Larry Taylor, substituindo Marcelinho Huertas, tumultuava a defesa da Rússia, e conduzia seu país ao empate em 63 pontos a seis minutos do final. Buscando Nenê Hilário, e com Larry perfeito nos chutes de média distância, o Brasil deu sequência ao bom momento, e tomou, depois de muito tempo, a dianteira do jogo.
Os russos se assustaram com o domínio brasileiro, mas mesmo assim conseguiram novamente chegar: Schved liderou, com direito a uma bola de três pontos a 26 segundos do final para deixar tudo igual, e deu emoções finais ao confronto. Mas se o armador da Rússia decidiu, o do Brasil também poderia: faltando poucos segundos, Huertas, de volta à quadra, infiltrou, superou os altos homens russos e seus tapas para converter dois pontos e deixar o Brasil à frente.
A bola espírita e a inacreditável derrota
Parecia tudo resolvido, mas não, haveria tempo para mais uma reviravolta: a Rússia, com seis segundos, tramou ataque saindo da lateral, e conseguiu, nas mãos de Fridzon, acertar uma espírita bola de longa distância, mesmo com o atleta completamente desequilibrado. O Brasil não tinha mais tempo a pedir, e precisou correr com a bola durante toda a quadra para tentar uma última virada, que não veio. Um balde de água fria no time verde-amarelo e nos milhões de torcedores que estavam ligados neste emocionante duelo na capital inglesa.
O próximo passo
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O Brasil tentará a recuperação diante da China, no próximo sábado, 4 de agosto, às 12h45 (horário de Brasília),em partida chave para as pretensões brasileiras: uma derrota, mais para frente pode significar um possível quarto lugar no Grupo B, o que causaria um precoce encontro com os Estados Unidos (certamente líder da Chave A) já nas quartas de final. A Rússia, ainda invicta, por sua vez, terá clássico da Europa diante da Espanha, também no sábado, às 7h15 (de Brasília), confronto que detém a expectativa para ser o melhor de toda esta edição olímpica, com as duas seleções sem derrotas (a Espanha deve vencer a Grã-Bretanha nesta quinta-feira) brigando pela liderança.
Atuações Individuais
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Brasil |
| Nome | Nota | Comentário |
| Marcelo Machado | 3,5 |
Jogou apenas cinco minutos, tempo suficiente para falhar no ataque e na defesa |
| Raul Togni Neto | - |
Não Jogou |
| Caio Torres | - | Não Jogou |
| Larry Taylor | 8,0 |
Rápido, mostrou o porquê foi convocado. Demonstrou personalidade para definir lances decisivos. Foi o Larry que todos queriam |
| Alex Garcia | 7,5 |
É um monstro na defesa. É capaz de marcar qualquer atleta da Olimpíada. Enquanto esteve "cuidando" de Kirilenko, o russo pouco jogou |
| Marcelinho Huertas | 7,0 |
Continua a ser a maior força do Brasil. Perdeu espaço hoje para Larry, mas foi mais uma vez essencial |
| Leandro Barbosa | 6,0 |
Sofreu com falta, ficou pouco empo em quadra, mas mesmo assim foi o cestinha do Brasil. É nosso principal definidor. Não teve culpa na última bola da Rússia, infelizmente escorregou |
| Anderson Varejão | 6,0 | Guerreiro, não deixa nenhuma bola "morrer". Mas precisa caprichar mais perto da cesta. Tem errado bolas no começo que fazem falta no final |
| Guilherme Giovannoni | 4,5 |
Esteve em quadra por 23 minutos, converteu somente 3 pontos |
| Nenê Hilário | 7,5 |
É dominante, um dos melhores da posição nas Olimpíadas. Intimida, e dá forças ao Brasil. Fundamental no jogo de hoje |
| Marquinhos | 6,0 | Primeiro tempo bom, segundo regular. Teve seu melhor jogo nas Olimpíadas |
| Tiago Splitter | 5,0 | Dos três pivôs, foi o que menos apareceu, após destaque na partida contra a Grã-Bretanha. Precisa ficar mais atento às jogadas, principalmente defensivas |
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Rússia |
| Nome | Nota | Comentário |
| Aleksey Shved | 8,5 |
Ala/armador de origem, tem se mostrado um dos melhores armadores das Olimpíadas de Londres. Jogou demais contra o Brasil |
| Timofey Mozgov | 8,0 |
Pivô pesado, fez estrago no renomado garrafão brasileiro |
| Sergey Karasev | - |
Não Jogou |
| Vitaliy Fridzon | 6,0 |
Fez a cesta da vitória, a mais importante do jogo. No mais, pouco produziu |
| Sasha Kaun | 4,0 | Faltas o atrapalharam. Mesmo assim foi importante em alguns momentos |
| Evygeny Voronov | - |
Jogou pouco |
| Victor Khryapa | 5,5 |
Matou algumas bolas na boca do garrafão, e foi importante também na defesa |
| Semen Antonov | - |
Não Jogou |
| Sergey Monya | 4,0 |
Não matou as bolas que o time precisava, e na defesa, só assistiu. Jogou 29 minutos e fez somente três pontos |
| Dmitriy Khvostov | - |
Jogou pouco |
| Anton Ponkrashov | 5,0 |
Foi bem no começo, caiu de produção no segundo tempo |
| Andrei Kirilenko | 8,5 |
É a referência da Rússia. Anulado por Alex, conseguiu mesmo assim brilhar e conquistar o posto de cestinha. Completo! |
Pelo amor de Deus estavamos virando o jogo!!!! nao podia ter deixado fazer aquela de tres, deveriam ter marcado, pois com certeza a russia iria arriscar uma de tres...mas..infelizmente.Mas foi um bom jogo... Taylor jogou muito bem , leandrinho, Giovanonni, marcelinho..todos parabéns pelo jogo e Bola p. freente!*_*
Larry Taylor é liso... o russos não conseguiam segura-lo. A Russia teve sorte no final.
valeu pelo esforço mais me desculpa não pode tomar uma bola de 3 daquele jeito tendo mais uma falta pra fazer em baixo e conseguencia mais uma falta pra chutar de 3 lances livres com possibilidade de errar um e ganha o jogo outra coisa se a intençaõ do magnano foi colocar em quadra os 5 melhores marcadores o que o leandrinho estava fazendo em quadra e levar uma escorregada daquele jeito ai num da né...pediu 2 tempos pra isso realizar jogada de marcação pra acontecer isso..mais o bom é que mostramos que temos reação com 11 pontos atras fomos buscar e abrir 5 pontos em um quarto só mais vamos ficar atento que o basquete só acaba quando zera o cronometro e levar a sério marcação até o fim...estamos na torcida por uma medalha...
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